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SOBRE O BLOG

Sempre tive blogs, sempre passei horas brincando com html, rabiscando imagens e textos...Infelizmente, a vida a gente não programa nos programas do adobe e eu fiquei sem tempo, minhas prioridades mudaram e eu esqueci de como eu gosto disso tudo. A gente sempre fala "as pequenas coisas são as que mais fazem bem" mas são tantas coisinhas, que é normal se perder entre as que trazem um bem instantâneo, e aquelas que realmente te alimentam. Quando uma amiga minha ganhou um moleskine de presente eu tive uma epifania e senti falta do meu caderninho de anotações virtual.

Escrever um blog é diferente, mesmo que eu não saiba explicar o por quê, quando um texto é publicado aqui ele cresce um pouco dentro de mim.

SOBRE A MARIA

DOLL PARTS
18 anos de Maria, carioca que adotou São Paulo como presente mas sabe que o Rio vai ser seu futuro. Aos que já assistiram 'minha bela dama' e 'crepusculo dos deuses', fiquem sabendo: Às vezes sou Eliza e muitas vezes sou Norma. Curso o primeiro semestre de jornalismo na PUCSP. Teimo em acreditar que tudo o que já aconteceu comigo na verdade foi só ensaio para aquilo que ainda vai vir.

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terça-feira, 6 de abril de 2010


http://bbackwards.tumblr.com


Por Maria Confort

terça-feira, 9 de março de 2010


Anna Kendrick no oscar


Tô no meio da aula de programação gráfica, oi? Queria comentar o oscar mas vai ficar pra próxima. Só precisaaaava falar que eu to babando até agora no vestido da Anna Kendrick!
E BOA! Avatar não foi o melhor da noite, sabia! A academia, apesar de tudo, não teria coragem..

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Por Maria Confort

segunda-feira, 8 de março de 2010


Ah, va! tar

A crise nos Estados Unidos veio e fez todo mundo se preocupar com investimentos, salário e o melhor momento pra comprar um apartamento ou viajar pro exterior (eu cheguei a ver até crianças economizando os centavos da trakinas, gente, sério. E comprando fofura no lugar).

Lula anunciou que no Brasil essa tsunami carregada de bolhas especulativas seria apenas uma marolinha e, meses depois, essa metáfora se tornou concreta.

Longe do campo econômico, pelo menos diretamente, me refiro ao terremoto no Chile e o tremor sentido em algumas partes do Brasil, no dia 27 de fevereiro. O que tá acontecendo? Não tivemos nem um ano pra descansar desde o desastre do Haiti, e já recebemos outra bronca da natureza por sermos menininhos malcriados?

Nesse clima todo de Avatar e evolução da tecnologia, eu fico pensando numa resposta para essa pergunta. Internet, twitter, SMS, televisão, links ao vivo...Isso aproximou a população dos desastres? Os mesmos que acontecem ha milhões de anos?
Posso estar errada, sendo ingênua ou até mesmo alienada a cobertura diária desse clima todo de "vingança da natureza", mas agora é muito mais fácil reportar uma tragédia, e não é mais uma função apenas dos jornalistas, qualquer um com um celular, twitter ou camêra fotográfica pode transmitir para o mundo o que vê pela janela de casa.

É 2012 na profecia de um fenômeno natural, ou é o instinto humano ligado à um mobile?

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Por Maria Confort

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010





Can this savior be for real?
Or are you just my seventh seal?

No hesitation, no delay
You come on just like special K
Just like I swallowed half my stash
I never ever want to crash

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Por Maria Confort

sábado, 2 de janeiro de 2010


Ask me anything http://formspring.me/bbackwards


Por Maria Confort

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009




Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária!
Laocoonte constrangido pelas serpentes.
Ugolino e os filhos esfaimados.
Evocava também o seco nordeste, carnaubais, catingas...
Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.

Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
Quebrou os beirais do casario fronteiro,
Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro ho-
[ras privou a cidade de iluminação e energia:

- Era belo, áspero, intratável.

Manuel Bandeira, O cacto


Deixo o manuca tomando conta do meu blog e vou viajar, beeeeeeijos

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Por Maria Confort

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009



Já joguei isso, apostei até o que não era meu, e perdi.


Por Maria Confort

domingo, 31 de maio de 2009



Ainda não vou falar sobre ele. Não tô com o tempo que esse filme merece, então passei rapidinho pra adiantar as recomendações, primeira, assistam Oldboy; segunda, Oldboy não é um filme pra qualquer um.
Recado dado, depois eu edito com o comentário.

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Por Maria Confort

segunda-feira, 25 de maio de 2009


Esse periodo da história sempre me encantou, tudo relacionado à Belle Époque sempre despertou minha curiosidade, desde bem novinha quando ela começou a ser abordada pelos professores no colégio, e tem sido assim até hoje. Sempre gostei mais dos livros dessa época, dos pensamentos dessa época, da moda dessa época, dos filmes que se passam nessa época, da arte dessa época, da história dessa época, há pouco tempo eu parei pra perceber que não podia ser só coincidência eu gostar tanto dos escritores e artistas que viveram nesse mesmo periodo, existe uma coisa ligando todos eles, e tcharan, meio óbvio mas eu nunca tinha realmente parado pra pensar, eu sou encantada é pela época em si, e não só por quem a fez.
Outro dia eu estava esperando pra fazer a unha no salão folheando a edição da Marie Claire com a scarlett johansson na capa (nem preciso dizer por que a revista me chamou atenção né? Com a musa moderna do woody allen na capa era impossível não puxar a revista e ler), não sei de qual mês é a edição, mas tinha uma matéria curtinha sobre a Era vitoriana, estava mais voltada pra moda desse periodo e para o pessoal que curte tanto a ponto de adaptar até o computador aos moldes dessa época (a idéia de um pc todo costumizado ao estilo vitoriano me deixou doidaa! Imagina só que coisa louca ter um computador aos moldes de um que, oi, não existia no final do século 19? Uou eu quero!!), apesar de falar pouco sobre a época em si, eu gostei bastante da matéria e fiquei morrendo de vontade de também escrever sobre isso!! Afinal, preciso honrar minha paixão né?! hihi

A sociedade da rainha vitória tinha a cor e o mistério do absinto.

Se as carruagens tivessem liberdade compartilhariam tudo o que foi compartilhado dentro de suas cabines acolchoadas e fechadas em cortinas, todas as conversas secretas entre dandis e suas damas (ou seus meninos); a defesa do esteticismo por Oscar Wilde, o medo da cólera, as especulações sobre o novo continente, um tal de Darwin que apareceu com uma nova idéia de evolução e um tal de Marx com um negócio de I internacional.

As construções neo-góticas e os espartilhos deixavam as mulheres sem ar, um romantismo excêntrico estava vivo nos cavalheiros vitorianos em cada beco e calçada das cidades, desde o comprimento cordial às damas em suas roupas volumosas às palavras que saiam de suas bocas. Tentar sentir o cheiro das mais variadas ervas, e a fragrância das colônias francesas é o modo mais eficiente para se aproximar das ruas britânicas naquela época. O céu acinzentado refletia no rosto frágil das moças sob vestimentas arduamente leves, seu sorriso tímido encantava os homens de chapéu que caminhavam apoiados em suas bengalas, inclusive Jack, the Ripper.

O libreto inundava os teatros e o toque do violino oscilava entre o suave e o intenso; A sociedade oscilava entre a intensa desigualdade social, Gustave Doré desenhou que enquanto a Inglaterra crescia e os membros da classe alta se divertiam nas casas noturnas, os mendigos adoeciam nas vielas sujas de Londres.

Os rebeldes e os acadêmicos ilustravam a paisagem da Londres vitoriana, a boemia inspirava escritores, a inocência produzia as histórias de Lewis Carroll, a carência de proteção criava Sherlock Holmes. Sob a neblina amarelada se escondiam os contos de Edgar Allan Poe, o ambiente mórbido proporcionava pensamentos revolucionários.

Valores puritanos eram aparentemente ensinados e seguidos, mas esquecidos ou desvalorizados nas reais relações vitorianas. Ao mesmo tempo em que Oscar Wilde era condenado junto à sua opção sexual, a prostituição e os contos eróticos faziam parte do cenário britânico, muitas vezes escondido sob o luar nas esquinas, fazendo companhia aos vampiros da época.

A risada das damas nas ruas era abafada junto aos reais desejos da sociedade, talvez por isso a literatura, e a arte em geral, tenha sido um meio encontrado para não sufocar com aquela neblina amarelada.

Devido a essas contradições a era vitoriana é encantadora, todo o enigmático de uma época é o que estimula instintos curiosos. O que era tão necessário esconder por baixo de vestes pesadas e porões obscuros? Existe muito mais para se descobrir por trás das paredes vitorianas que gatos pretos e esqueletos, quantas doses de absinto ainda restam para que possamos enxergar?

Bueno, ahora vou falar um pouquinho sobre a moda *_*, lembrar alguns escritores e citar alguns filmes passados nessa época!

Moda vitoriana

Bom, pra começar nem preciso dizer que a moda da época era inspirada nos modelitos usados pela rainha Vitoria né? O próprio nome do periodo já diz isso. É preciso ressaltar que o conceito de beleza na época estava representado na imagem da mulher frágil e extremamente delicada, devido ao governo puritano da Vitória todas as mulheres direitas (ahm?) se sentiam na obrigação de serem recatadas, elas deveriam ter uma aparência que se comparasse a inocência de uma criança e a pureza de um anjo (uou), ou seja, coitada da beyonce se vivesse na era vitoriana. Carão, mánunca! Pernocas? Só bem escondidas sob os vestidos e pele morena era sinonimo de vulgaridade. Engraçado como os conceitos mudam né? Uns seculos antes era super lindo ser gorducha...

Anyway! Sou total leiga no assunto moda, mas eu já ouvi muita gente ligada falando que uma sociedade se reflete em suas roupas (ê meu Brasil!), e não precisa ser muito expert pra concordar com isso.

A sociedade vitoriana se refletia, basicamente, nos vestidos marcados por um grande volume, bem justos no tronco e no colo, acinturados e devido a quantidade de anáguas e crinolilas, muito volumosos da cintura para baixo. O filho do corset, o espartilho, era usado pra acinturar ainda mais o corpo das mulheres e valorizar o corte do vestido. As mangas eram justinhas e compridas, isso acentuava os ombros e dava ainda mais a impressão de fragilidade às moças.

Além disso tudo, as mulheres ainda colocavam um xale pesado sobre o vestido ao sairem de casa. Ainda bem que Londres é chuvosa e fria, beijos.

A maquiagem era muito, muito pálida, os olhos marcados e, pelo o que eu descobri pesquisando, os tons de batom variavam do nude ao vermelhinho sangue. Cabelos sempre presos, muito chapeu e muita luva.
Agora, uma coisa que eu reparei, o rosto triste era parte indispensável do figuro né?

Quando seu marido, o príncipe Albert, morreu, a rainha vitória ficou de luto, assim como toda a sociedade aderiu ao preto e aos tons acizentados até anos depois da morte da própria rainha, todo esse clima sombrio nas roupas e na inglaterra só começou a desaparecer no final da Belle-époque. Que beleza! Hoje em dia se morre um conhecido muita gente coloca uma flor murcha no msn, no máximo.

O modelito dos homens também era bem sério, e ainda mais sóbrio. Os sapatos eram no máximo bicolores, e tom sobre tom, mas apenas em cores escuras ou sóbrias, os trajes eram de alfaiataria clássica, a cartola era indispensável e simbolizava respeito. Bigodinhos e barbinhas eram puro charme, e eles sempre carregavam um lencinho no bolso do palitó, tipo silvio santos (quem eu não duvido nada de ter nascido logo no ínicio da era vitoriana).

A bengala também era muito usada, no século XVII para simbolizar riqueza e importância (eu pensei em Dr. House), e depois o costume foi mantido.

Não sei se é coisa da minha cabeça (tá, eu sei que não é), mas os homens pareciam muito mais felizes que as mulheres, além de um sorrisinho malandro (?) no canto da boca que eu vejo nas pinturas e desenhos, tô paranoica? por quê será?

Ha alguns anos surgiu, além dos loucos pela era vitoriana que usam as roupas para sair a noite e ir em encontros com outros loucos pela era vitoriana, a moda inspirada nessa época, babados, mangas fofas, curvas escondidas e cintura acentuada, rendas e fitas, combinações românticas invadiram as passarelas e os armários de quem curte essa idéia (o meu inclusive), quando será que os estilistas vão voltar com essa idéia? Eu não tenho muita cara e coragem de sair na rua com camadas de vestidos e uma sombrinha de mão, iria derreter loucamente nesse calor tropical.
Algumas blusinhas me lembram vagamente esse estilo, minha mãe adora! Tô pensando seriamente em roubar algumas dela e ver se eu posso aderir ao meu vestiario, quetal.

(Vou continuar editando depois)

Literatura


Referências no cinema e filmes ambientados nessa época

Vou jantar, ai que fooomeee...Cadê meu mordomo estilo a cidade e as serras carregando o peixe numa bandeja de prata? Bring me back to 19th century!!

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Por Maria Confort



(Matéria retirada do site sobrenatural.org)

Eu vi um disco voador

Renomado meteorologista conta sua experiência com um OVNI quando visitou a Antártida em 1961

O meteorologista Rubens Junqueira Vilela, professor do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP, tinha 31 anos em 1961 quando foi à Antártida pela primeira vez a bordo do navio Glacier da Marinha dos Estados Unidos.


Rubens Junqueira Vilela

Na baia do Almirantado, ilha do Rei Jorge, onde 23 anos depois seria construída a base "Comandante Ferraz", do Brasil, Vilela teve uma experiência inesquecível. Ele mesmo conta:

"Naquele dia, 16 de março, após o jantar, subi ao convés para ver o panorama. Estávamos rodeados de montanhas formando paredões de 500 metros de altura, parcialmente cobertos de neve. Na margem, a dois quilômetros, encontrava-se uma base inglesa abandonada. O céu estava nublado, havia um vento leve e a noroeste via-se o clarão fraco e amarelado do sol poente. De repente, vimos uma estranha luz cruzar os céus. Os marinheiros gritavam, apontando para o objeto. Suas cores, formas e contornos não pareciam coisa deste mundo e não sei até hoje a que compará-las. Esse corpo luminoso multicolorido deixava um longo rastro na forma de um tubo oco de cor vermelho-alaranjada.

Subitamente dividiu-se em dois como numa explosão; cada pedaço brilhou mais intensamente com cores branco-azuladas e vermelhas e lançou raios laterais, inclinados para trás. Depois, tomou a forma de uma armação de guarda-chuva semi-aberta e desapareceu em menos de um minuto sem deixar traço. Não se ouviu nenhum ruído, as luzes não eram ofuscantes e as cores tinham tons suaves. O objeto se encontrava a cerca de 100 metros de altura e parecia ter o tamanho de um punho fechado. Deslocava-se a baixa velocidade. Passou a bombordo, de noroeste para sudeste, como se viesse de trás das montanhas da ilha.

Pensávamos que poderia ser um foguete de sinalização lançado por exploradores da ilha. Fomos investigar. Não encontramos ali sinais de vida. Mais tarde, o capitão Porter, do Glacier, registrou no diário de bordo que as luzes eram um meteoro ou outro fenômeno natural luminoso. Para mim, aquilo foi um disco voador".

Mais tarde em uma entrevista Rubens Vilela declarou:

Falando seriamente, eu tinha certeza que o objeto, pelas suas características, “não era desse mundo”. Anos mais tarde na França relatei a observação a cientistas de um grupo de estudo, o GEPA (Grupo de Estudos de Ufologia) fundado pelo general Lionel Chassin, que quando comandava manobra da NATO (Organização do Tratado no Atlântico Norte) , teve a frota sobrevoada por esquadrilha de OVNIs, que desativaram todos os armamentos. Prossegui então nas pesquisas num grupo de São Paulo, a APEX (Associação Paulista de Pesquisas Exológicas), que, através de um contatado, me levaram a viver acontecimentos extraordinários, comprovando a realidade do fenômeno, e a natureza de seus tripulantes, extraterrestres “como denominam vocês”, alguns deles se identificaram. Tivemos contato direto com uma chamada “nave patrulha” e uma sonda, na rodovia dos Bandeirantes e em Limeira, em novembro de 1978.

A experiência de contato tornou-se assustadora quando seres de outra origem intervieram e nos vimos, no meio de um canavial, entre dois fogos, sendo um companheiuro do grupo (o contatado) atingido por um raio de luz que o jogou no chão. Partira de um veículo flutuante parecido a um fusca. Foi-nos advertido que este tipo de pesquisa envolve riscos, tanto “para vocês como para nós extraterrestres”. Tive outras experiências de pesquisa posteriores. Conclui que a vida no universo não é bem como imaginamos ou pensam os cientistas, e que muito ainda temos que aprender na nossa evolução.


E aí? O que vocês acham? Eu adoro esse assunto! Podem falar que eu dou uns tapa na panteira, que eu cheiro, que eu sou louca, paranoica, esquizofrenica e carente de tratamento psiquiátrico, mas eu boto muita fé na existencia de vida em outros planetas. Já li muito e assisti muitas coisas sobre extraterrestres e aparições de OVNIs, li artigos sérios, e não assisti somente àqueles documentários irônicos e debochados que estão passando no discovery e no history channel, então eu tenho meus motivos para acreditar, é egocentrismo e muita prepotencia acreditar que só existe vida no planeta terra, nem a nossa galáxia nós conhecemos direito, imagina então as outras que existem no universo? Anyway, vou pular a parte cientifica e toda a explicação lógica do por quê eu acredito em vida fora daqui pq não tô afim de montar um artigo à la super interessante ou mundo estranho.

Eu tava fazendo minha visita diária ao sobrenatural.org e me deparei com essa matéria, falando sobre o depoimento desse professor da USP, e cada vez eu fico mais intrigada e curiosa, o que o governo esconde da gente? O que a NASA, por exemplo, sabe sobre o universo lá fora e não revela pq não é conveniente?

Vão falar que eu tava bêbada ou sonolenta, mas eu vou contar mesmo assim. Mês passado teve a virada cultural aqui em são paulo, e eu fui pro centro da cidade com as minhas amigas lá da PUC, durante um show, eu tava de costas pro palco e de frente pra elas (devia tá bem interessante né), conversando sobre sei lá o quê, e uma luz branca chamou a minha atenção, parecia luz de poste de rua, sabem? Eu virei automaticamente meu rosto mais pra cima, bem atrás de uma das meninas, entre dois prédios bem altos eu vi uma coisa que parecia uma bola branca meio mole, distorcida , bem bem branca e bem brilhante, parecia uma geleca iluminada, quase não tinha o formato de uma bola, na real, mas parecia macica e "fofinha" (haha), passou bem rápido, de trás de um prédio e sumiu antes que pudesse se esconder atrás do outro, na hora eu gritei para as meninas: "vocês viram isso?" e todas começaram a rir de mim ¬¬.

Não tinha por quê inventar isso, a gente não tava nem pensando em entrar nesse assunto, aconteceu realmente do nada. Tá, eu juro, eu não tinha colocado uma gota de alcool na boca e nem tava com sono, não era nem meia noite ainda... Não eram fogos de artifício, eu não sou idiota e eu sei diferenciar uma coisa da outra, não era um balão também, de novo, eu não sou tonta, não parecia um balão, e mesmo que parecesse, se realmente fosse um balão ele não desapareceria aos pouquinhos e nem brilharia tanto! Não era um branco normal, era um branco muito forte, se estivesse mais perto de mim meus olhos até arderiam, certeza. Não era uma das apresentações doidas que estavam tendo na praça da sé aquele dia, era uma coisa muito diferente de tudo o que eu já vi.

Enfim, além de tudo o que eu já li sobre isso, eu tenho esse e mais outros motivos para acreditar em vida em outro planeta...Mas vou deixar pra entrar detalhadamente nesse assunto outro dia, agora tô com um pouquinho (poucão) de pressa, preciso fazer uma matéria sobre a semana de jornalismo que começou hoje lá na PUCSP, e tenho que ajudar a editar uns videos aqui pro meu tio, além de ter trocentos trabalhos para entregar semana que vem. Quando eu tiver um tempinho é certeza que eu venho aqui terminar (ou começar) uma discussão sobre seres verdinhos (ou não) cabeçudos (ou não) que habitam além das fronteiras do nosso planeta terra, hihi.

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Por Maria Confort

domingo, 24 de maio de 2009


Antes de começar a falar sobre The Changeling só vou passar um recadinho...Não pretendo mais fazer aquelas críticas longas logo de cara, eu acabo contando quase o filme inteiro e me empolgo na hora de demonstrar meu ponto de vista, vou falar o necessário sobre os filmes que eu indico, e, mais pra frente, fazer uma crítica mais detalhada.

A troca
Eu tava louca pra assistir esse filme, desde quando apareceram as primeiras imagens promocionais do "novo filme de clint eastwood". Mas uma coisa foi atropelando a outra, fui assistindo a outros filmes antes e depois saiu de cartaz, coloquei na minha lista de filmes pra baixar por torrent,mas daí desisti e achei melhor esperar sair em DVD. Li o mínimo que eu pude sobre ele, me limitava apenas à sinopse (que, felizmente, deixa de contar muita coisa sobre a história) e ao trailer. Finalmente tomei vergonha na cara e aluguei, ainda tô impressionada! Um drama na medida e à altura de clint eastwood, sem exageros, e mesmo assim (talvez, exatamente por isso) um lindo filme.

Angelina Jolie vive a personagem Christine, mãe solteira que ao voltar para casa do trabalho dá conta do desaparecimento de seu filho. Depois das 24 horas de espera exigidas pelo departamento de policia de los angeles, o caso mobiliza as autoridades, a imprensa e, inclusive, o reverendo Gustav Briegleb (interpretado por John Malkovich). Depois de semanas a polícia aparece com uma criança e Christine pensa que o sofrimento finalmente acabou, mas ao encontrar o menino ela se depara com uma dor ainda maior, o garoto não é seu filho, e aqueles que deveriam apoiá-la e ajudá-la lutam para que Christine acredite no contrário. A segurança de Los Angeles está um caos, a polícia não faz seu trabalho do modo que deve ser feito e isso reflete na insegurança da sociedade. Posterior a queda da bolsa e em meio a crise de 29 o mundo vive um intenso momento de desesperança; mas Christine não, ela decide lutar até o fim.

O filme segue e a atução do elenco, a trama e a própria história, baseada em fatos reais, nos faz compartilhar dos sentimentos de Christine; mas não é só isso que é compartilhado, para alguns críticos talvez o único ponto negativo tenha sido envolver outra trama intercalada, ou pelo menos envolve-lá mais tempo que o necessário. Eu não concordo, e só vou dizer um dos motivos, pra não lotar esse texto de spoilers, quase no final do filme Christine aposta que "aconteceu naquela noite" ganharia o oscar daquele ano, e acerta. Isso já é o suficiente, pelo menos na minha opinião, para entender todas as escolhas de Eastwood na adaptação dessa história para as telas.

Talvez o titulo seja o real ponto negativo; A troca é muito pouco perto do tamanho desse filme.


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Por Maria Confort

quinta-feira, 21 de maio de 2009



E vamos entrar no meu assunto preferido, filmes de terror *_*.

A Tale Of Two Sisters
Quem me conhece, conhece também o meu amor por filmes de terror asiáticos. Adoro orientais com o cabelo na cara, o olho arregalado e a pele branquinha entrando em contraste com o vermelho do sangue. Acho a fotografia desses filmes maravilhosa! A edição é perfeita, a trilha sonora, incrível e as histórias originais surpreendentes. Já conversei sobre essa paixão com gente que manja muito de cinema e não concordaram comigo, falaram que terror oriental é tudo igual principalmente por ter sempre um espirito vingativo - alegam justamente o contrário daquilo que eu considero o mais envolvente nesses filmes. Também já li em criticas gente dizendo que o ritmo é muito lento, que o filme demora pra acontencer...Bom, cada um tem a sua opinião e gosto, mas dizer que um filme é ruim só porque não faz seu estilo eu considero total injusto.

Pra entender um filme desses é preciso entender pelo menos um pouquinho da cultura asiática, desde a importância da fidelidade em um casamento ao valor empregado na vida e principalmente na morte. O modo que eles encaram o corpo e a alma é diferente do nosso, e isso tem que ser respeitado e considerado quando sentamos pra assistir uma das produções do cinema asiático. Alias, isso deve ser feito com qualquer filme feito em uma cultura diferente da nossa, e principalmente diferente da cultura norte americana.

Enfim, chega de enrolação que eu tô ansiosa pra começar a falar de Tale Of Two Sisters (ou Medo, no Brasil).

Sinopse: Duas irmãs voltam para casa após passar um tempo em um internato. Elas são recebidas de braços abertos pela madrasta que logo depois se mostra uma mulher cruel. Aos poucos, acontecimentos perturbadores vão deixar os nervos à flor da pele. Todos escondem um mistério horripilante. Há outras almas presentes no ar. Almas que não estão em paz.

Minha modesta opinião: Uou! Não é um dos melhores filmes de terror da história, mas definitivamente entrou pra minha lista de preferidos e para aquela outra listinha que a gente guarda na cabeça, na hora que um amigo pede uma boa indicação de filme.

Existem fantasmas que moram dentro. Eles não nos assombram só ao puxar nosso cobertor de madrugada ou chorando debaixo da pia, e é esse o tipo de horror mostrado nesse filme, um terror pisicologico que mora dentro da cabeça de Soo-mi e atinge todos os envolvidos na vida dela, inclusive nós.
Fiquei pensando naquela música ciranda da bailarina do chico buarque, "confessando bem todo mundo faz pecado", é claro que o clima não tem nada a ver com o filme, mas quem não tem esqueltos no armário? Um passado que conseguimos esconder durante muito tempo, mas que, para o nosso desespero, uma hora vai aparecer novamente, e nós sabemos disso.
A tale of two sisters misturou tudo isso, um passado dificil de apagar gerando conflitos pisicologicos e o mais assustador dos monstros, a mente humana. Todo aquele sangue escorrendo e as cenas gore foram substituidas por algo maior e ainda mais transcendênte, o arrependimento e o erro.

Nada é explicito, e isso pode incomodar muita gente, principalmente aqueles com preguiça de pensar ou fãs do desenrolar mastigado da maioria dos atuais roteiros hollywoodianos. Nada é explicito mas tudo fica nitido para quem se dispõe a enxergar, os detalhes mostrados desde o começo do filme estão ali por algum motivo, nada é atoa ou dispensável e até as cenas mais demoradas são assim por uma razão, que você vai perceber ao se dedicar a entender. E, ao contrário do que você pode estar pensando, não vai ser preciso muito tempo, basta assistir com atenção e tudo vai se desenrolar diante dos seus olhos, e se você conseguir compreender toda a antologia do filme vai ficar de boca aberta como eu fiquei.

As atuações são uma cena a parte, todas as personagens são muito bem desenvolvidas e esse não é um daqueles filmes pseudo-complexos que quando terminam você fica se perguntando "ahm?!", não banca o filme inteligente quando na verdade acabou sem explicação só pra esconder um roteiro fraco. A tale of two sisters se explica a cada cena, mesmo que em alguns momentos a gente pense que tá entendendo tudo e segudos depois percebemos que não entendemos nada, a graça é essa. Tudo se encaixa na sequência final, do jeito mais natural possível.

O diretor Ji-woon Kim não tem aquela atitude prepotente da maioria dos diretores desse gênero; ele não apela pra um flashback explicativo e clichê, onde várias imagens são jogadas na nossa frente com legendas e formulas de compreensão rápida. Essa sequência até existe, mas é curta, rápida, só é dito aquilo que é necessário para que nós façamos todas as ligações que restam, afinal, nesse momento do filme quase toda a explicação já foi moldada por nós mesmos na nossa cabeça.

Tudo é colocado em questão, as relações familiares, os medos, o amor é transmitido sem pressa como se fosse uma canção assobiada por Soo-mi, cabe a quem vai assistir ouvi-la com paciência.

Cotação:

Trailer:

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Por Maria Confort

terça-feira, 19 de maio de 2009


Sem título, sem gramática correta, sem português enfeitado. Vou editando aos poucos, e tá só no comecinho...Eu tive um pesadelo e achei ele digno de uma história de terror, ainda mais depois que a Babi me encorajou. Então, tá aí o comecinho de um conto de terror que eu tô escrevendo, se eu postar ele no blog em partes eu vou ter mais motivação pra continuar e não parar no meio, como eu faço com quase tudo que eu escrevo, hehe.

O elevador parou e Ingrid entrou. Entrou como fazia todas as manhãs, tardes e noites. Entrou com o pé direito porque o esquerdo estava segurando a porta, para que a senhora parada atrás dela, vestindo um chapéu enfeitado com flores murchas, pudesse entrar também.

Quando a porta pesada bateu sem fazer ruído, a senhora sorriu e Ingrid retribuiu, jogando os cabelos loiros para trás e arrumando os livros pesados que ela carregava com seu jeito desengonçado.

“Minha hérnia de disco é conseqüência do peso que eu carregava na adolescência, sabe”, a senhora parecia nostálgica ao olhar tantos livros, mais tarde Ingrid descobriu, entre outras coisas, que seu nome era Lúcia.

O motivo da conversa sobre hérnia de disco foi falta de luz no prédio, o elevador parou entre o terceiro e o quarto andar e como as duas não tinham para onde ir resolveram dividir uma com a outra os lugares para onde já foram. Lúcia começou a contar sobre a primeira vez que sentiu dor na coluna, “dor de verdade, sabe Inês? - Ingrid tinha desistido de corrigir Lúcia, e passou a não se importar com a troca de nomes – Não essas dores que as crianças tem quando dormem de mal jeito, sobre o braço ou no meio de vários ursinhos. Dor mesmo! Daquelas de chorar, e que só se resolve na faca. Parecia que meus olhos iam explodir de tanta dor”.

Ingrid apertava o botão de emergência e tentava sem sucesso fazer com que o pessoal da manutenção as tirasse de lá mais depressa. Ouvir histórias de gente mais velha num elevador emperrado só é confortável quando não se tem claustrofobia.

Lúcia percebeu que Ingrid estava ficando pálida e lembrou-se de outro problema de saúde do qual ela acreditava ter se curado há pouco tempo, “Ai, Inês! Eu sempre andava com sal na bolsa, eu tinha pressão baixa e quase todo dia ficava pálida assim e desmaiava. Meu filho me recomendou um tratamento excelente, se você quiser, eu te passo o nome do médico...” Ingrid não conseguia mais enxergar Lúcia com muita nitidez, por um momento ela até agradeceu seu corpo pelo favor, mas depois percebeu que não era nada bom ver tudo envolto em neblina, principalmente porque não era a primeira vez. O teto do elevador parecia cada vez mais baixo e as paredes cada vez mais apertadas, Ingrid não o via diminuindo, mas o sentia murchando como as flores do cabelo de Lúcia.

“Inês, Inês querida! Oh, graças a Deus! Como você está meu bem? Eu sabia que não deveria ter tirado aqueles pacotinhos de sal da minha bolsa, eu sabia. Mas meu filho me irritava tanto fazendo piadinhas sobre traficantes...” O elevador parecia mais escuro, as luzes de segurança pareciam estar enfraquecendo. Ingrid tentou esfregar os olhos para enxergar melhor, mas não adiantou muito, tudo parecia cada vez mais escuro, e de repente as luzes do teto começaram a piscar como luzes de emergência de hospital.

A voz de Lúcia estava distante e mais aguda que antes, Ingrid se voltou para suas mãos que estavam apoiadas no chão sobre os livros, e sentiu que elas tremiam, encarou os sapatos de Lúcia à sua frente e forçou a vista para entender o que via, ambos os pés de Lúcia afundavam no piso do elevador como patas de pássaro em um pântano. Em questão de segundos Ingrid só conseguia enxergar os calcanhares de Lúcia, que tinha a pele cada vez mais pálida e suas veias verdes e finas ainda mais ressaltadas, parecia que elas iam explodir e era possível contar a freqüência cardíaca da velhinha das flores murchas apenas encarando suas veias na altura das canelas.

Ingrid não conseguia mais controlar a tremedeira de suas mãos, e agora tinha medo de olhar para cima e encarar Lúcia; mas como uma criança que assiste a um filme censurado ela levantou o rosto em direção à senhora presa ao chão. Tudo estava fora de foco, mas Ingrid via nitidamente os olhos em tom mostarda de Lúcia. Eles brilhavam, mas não emitiam luz alguma e encaravam Ingrid como um gato na escuridão de um beco. Encaravam-na com fome.

Por mais que ela tentasse, não conseguia tirar os olhos daquela imagem distorcida que a encarava, quase que imediatamente Ingrid começou a formar a imagem do rosto transformado de Lúcia, seu olhar era o mais doentio de todo o conjunto, mas suas veias sob as sobrancelhas só pioravam a visão. Eram veias grossas e saltadas, ainda mais pulsantes que as de sua canela afundada, elas pressionavam seu rosto e pareciam querer roubar o espaço ocupado pelas sobrancelhas, por que estas pareciam cada vez menores e tristes. As olheiras de Lúcia aumentavam conforme ela abria um sorriso lancinante, que deixava todos seus dentes amarelos e pontudos a mostra, sobre a sua boca seca e seus lábios finos caiam fios de cabelo desenrolados sob o chapéu, as flores murchas haviam se transformado em passarinhos sem olhos. O olhar de Lúcia havia paralisado Ingrid, mas ela encontrou apoio para se levantar, enquanto encostava-se à parede do elevador e tentava alcançar o botão vermelho de emergência, Lúcia esticava suas mãos pálidas e seus dedos amarelos em direção de Ingrid, todo o elevador parecia ainda mais escuro, era como se, ironicamente, Lúcia fosse a única luz em meio a tudo aquilo. As pontas de suas unhas estavam afiadas e encardidas, Lúcia forçava o sorriso de um jeito aterrador, posicionava os dentes inferiores à frente dos superiores, projetando seu queixo pontudo ainda mais pra frente, o que fazia escorrer água por todos os cantos de sua boca.

Ela não conseguia se aproximar de Ingrid devido aos pés presos ao chão.

A porta abriu, havia uma parede à sua frente devido à posição que se encontrava o elevador quando acabou a luz. Restava apenas uma pequena fresta próxima ao teto do elevador, Ingrid não pensou duas vezes, apoiou suas mãos no final da parede e tentou escalar com toda a força de quem acabou de se recuperar de um desmaio. Enquanto pressionava o chão do quarto andar, Ingrid puxou com o pé esquerdo a pilha de livros caída no chão, próxima a ela. Apoiou os dois pés e conseguiu pegar impulso para passar pela passagem estreita entre o final do terceiro andar e o começo do quarto, já havia passado quase todo seu corpo pela fresta quando sentiu uma mão gelada segurando sua canela, a mão era fina e os dedos pareciam agulhas frias que cortavam sua pele por dentro. Ingrid tentou sem sucesso chutá-la, e ao olhar para trás para encarar o que a aprisionava teve uma das visões mais perturbadoras de sua vida, um par de olhos alaranjados repousavam sobre a mão que segurava a canela de Ingrid. Os olhos pareciam independentes da sobrancelha de sua dona, elas estavam franzidas, mas eles sorriam desumanamente, foram poucos segundos, mas foi o suficiente para Ingrid se esquecer de tudo de bonito que já havia visto em sua vida. Depois de um tempo os olhos de Lúcia se direcionaram para a escuridão à frente de Ingrid, para o restante do quarto andar que Ingrid ainda não conseguia enxergar. Lúcia soltou a perna de Ingrid, e mesmo sem ver a boca dona daqueles olhos, Ingrid sabia que ela gargalhava.


- Maria Confort

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Por Maria Confort

quinta-feira, 14 de maio de 2009



(pri, gerente de marketing da linha cores; mari; sadi, maquiador; eu de franja; fê)

O-oh.
Tenho tanta coisa pra falar e menos de cinco minutos pra isso! Também, sou um gênio né?! Pra quê deixar pra fazer isso logo agora?

Queria comentar sobre o vídeo de máquiagem pro boticário, sobre a minha pneumonia (é, sim. Mãe diz: maria não sai na rua com as costas de fora, tá frio de madrugada e você vai pegar uma pneumonia. Preciso?), sobre o casamento do meu tio e a viagem que eu vou fazer em, ahm, cinco minutos. Minha olheira e minha cara de sono...

Bom, quando eu voltar eu faço isso, ou entro numa lan house.
Adoro estradas! *_* música, brincadeiras, comida, e boa compania, algo melhor?!

Meus pais abriram a porta de casa, estão levando a mala e gritando, tô descendo!!
me desejem sorte, e que eu melhore dessa porcaria no meu pulmão...
xoxo.


Por Maria Confort

quinta-feira, 7 de maio de 2009


Tô doente. Cada vez que eu respiro fundo parece que tem um gremlin na minha traquéia gritando e arranhando ela. Realmente espero que não seja essa gripe A h1v1 (?), eu tenho um curso universitário pra concluir, uma viagem pra cingapura pra fazer e muita coisa pra conhecer/fazer antes de passar dessa pra melhor.

Tava com febre hoje de manhã e não fui pra aula, estou entediada e como eu não consigo dormir por causa do meu adoravel pulmão, resolvi fazer uma maratona de Masters of Horror. Os fãs de terror já devem no minimo ter ouvido falar desse seriado, mas aos que não tem nem idéia do que se trata, vou fazer um resuminho básico: São pequenos episódios de mais ou menos uma hora, cada um dirigido por um mestre do terror, como o incrível Dario Argento, considerado pelos norte-americanos como o Hitchcock Italiano, é dele o filme profondo rosso, uma obra prima do cinema do terror, ousado e único em vários aspectos. Também participaram John Carpenter, William Malone, John McNaughton - que teve o duro papel de substituir o rei dos zumbies, George Romero, que ficou doente e não pode participar - Takashi Miike, John Landis, Don Coscarelli, Joe Dante (...) E esses são só alguns dos meus preferidos.

Enfim, é uma série imperdivel para aqueles que são apaixonados pela arte de assustar. E mais do que isso, apaixonados pela arte de tocar fundo naquilo que cada ser humano tem adormecido dentro de si (uou). Mestres do horror não se limitam somente em dar uns sustos, eles vão além, despertam em você um sentimento único, te encantam. Eles conseguem colocar drama, fantasia, e tudo aquilo que você já sonhou na vida, desde as partes mais sombrias de um pesadelo àquelas coisas eu você até escolheu esquecer, dentro de um filme. E mais que isso, conseguem passar uma mensagem sem parecer clichê, e de um dos jeitos mais eficientes possiveis.

Anyway! Aos interessados, entrem na comunidade de masters of horror no orkut, e lá tem todos os links dos episódios. A série teve duas temporadas até agora, tá numa pausa e eu não sei se vai ter a terceira (espero que sim!), sugiro que vocês comecem a baixar pelos meus preferidos.

Na primeira temporada:

• Dreams in the Witch House - Muito bom! Foi o primeiro episódio que eu assisti, eu lembro do meu pai me falando sobre esse seriado e me puxando pra assistir um episódio com ele, não me arrependi *_*. O filme todo lembra aquelas produções dos anos oitenta. Bem sombrio, com toda uma imaginação de mundos paralelos e universos desconhecidos...Apesar do clichê que eu odeio (tipo uma bruxa desenhando um pentagrama. Hollywood ama um pentagrama como imagem de magia negra, pff ¬¬), o episódio é um bom começo para uma série que consegue mexer com a gente em vários sentidos. É é um bom esquenta também, já que daqui pra frente a coisa fica ainda mais gore.

• Jenifer - Bom, por ser um filme do Dario Argento já merece destaque, mas justamente por isso eu esperava mais de Jenifer. Tá, o episódio é incrivel, muito bem dirigido (claro), as cenas são fortes, existe uma lição de moral e tal, mas sabe quando logo na primeira cena você pensa 'eu sei como isso vai terminar', e termina exatamente do jeito que você imaginou? Então, foi o que aconteceu nesse episódio. Não sei se eu não gostei muito da história, sei lá. O filme é bom, mas só por que foi dirigido por Dario Argento, se caisse nas mãos de outro eu acho que não teria me impressionado tanto.

• Cigarette Burns - Não sei qual é meu preferido, esse ou imprint. O episódio acabou e eu fiquei de boca aberta, a história é maravilhosa, como fazer algo assim em apenas 57 minutos?! Algumas pessoas realmente nascem pra isso. O filme mistura a fantasia do horror e do sobrenatural de um jeito que realmente lembra um pesadelo, uma história de gibi...Só pra dar um gostinho, um elemento importante no episódio é um anjo caido. É um daqueles filmes que te faz pensar depois "nossa senhora eu nunca pensaria em uma história dessas". É bom para os amantes do cinema no geral: Até onde pode chegar sua obsessão pela sétima arte? :)

• Haeckel's Tale - O Geroge Romero ia dirigir esse, mas aconteceram umas complicações e ele acabou sendo substituido por John McNaughton, que não decepcionou! O episódio tá incrível, divertido e impressionante. O começo me lembrou re-animator, depois eu pensei em pet sematary, e depois eu vi que é diferente de tudo o que eu já tinha assistido. Se eu falar qualquer outra coisa vai estragar na hora de assistir, garanto.

• Imprint - Esse é só pra quem tem MUITO estomago. A exibição foi até proibida nos EUA. A história é incrível, a direção é maravilhosa e a fotografia é perfeita, linda linda (de verdade)! Me lembrou muuito os mangas que eu constumava ler quando era mais nova. O diretor é o Takashi Miike, para os que entendem, já podem imaginar o nivel do episódio. Tá disputando com Cigarette burns o cargo de melhor episódio da temporada.

Segunda temporada:
bom, eu não terminei de assistir ainda, então vou falar dois que eu assisti e recomendo.

• Family - macabro, macabro, macabro. Me lembra aquele serial killer ted bundy, não sei porquê. Muita gente não gostou, achou fraco, a história ruim...Falaram que demora muito pro filme acontecer mesmo, o meio é meio lerdo e tananam. Eu concordo, mas mesmo assim eu recomendo...Não é um dos melhores, mas vale a diversão.

• Pelts - UOU! Também do Dario Argento (melhor que o trabalho dele na primeira temporada, jenifer). Recomendo para quem é contra o uso de casacos de pele. O episódio é demais, é a melhor critica sobre aqueles, ahm, empresários (?) que vendem e fazem roupas com peles de animais. Para aqueles que gostam de um casaco quentinho feito com pele de guaxinim, sugiro que vocês assistam esse episódio. Se vocês não ligam para aqueles videos reais de animais sendo mortos e espancados para terem suas peles arrancadas, eu aposto que vcs vão ficar impressionados com Pelts. E mesmo assim o filme não é uma lição de moral descarada, uma coisa chata, cheia de ladainha e politicamente correto; é um filme de terror (dos bons), sangrento (muito), intrigante (demais) e, porque não dizer, perturbador.

Entre os que eu assisti só esses dois eu realmente recomendo da segunda temporada, vou terminar o meu dia assistindo os outros e depois eu venho aqui indicar mais alguns para os fãs do horror :)

Vou voltar pra minha caminha e fazer uma sopa quente. AIIII quero minha gargantaaa, shit.

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Por Maria Confort



Recebi por email várias fotos de presentes legais/diferentes para o dia das mães e, tcharãn! Entre os presentes eu vi essas fofuras:

Um modelo nike inspirado no freddy! *_* Eu já gosto POUCO de filmes de terror né...Imagina se eu não me apaixonei?! Sair pela rua com sangue nos pés é no mínimo diferente. Só não acho que a minha mãe ia gostar muito...



Agora um modelo da reebok também inspirado na lenda do terror e rei dos nossos pesadelos *_*
ADOREI a sola (é sola que fala né? hehe) desse tênis gente, que demaiis! Várias bocas abertas, parecendo que estão presas dentro dele, e gritando por suas vidas (muahaha) uou! manhêêêê euu queroooo... :(

eu passei a infância vendo toda a sequencia de A nightmare on elm street. Acho que foi graças ao johnny depp sendo engulido pela cama que a minha paixão pelo terror surgiu.
Obrigada de novo, Depp.

Ps: eu nunca disse que era normal.

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Por Maria Confort

quarta-feira, 29 de abril de 2009



POR DEUS! O que acontece com o antigo HTML fácil e legal que a gente editava no bloco de notas? - ainda falam assim? tô tão por fora que não sei nem isso, se eu falar merda me batam. Eu já tentei aderir ao wordpress, já tentei, tentei...Tentei tantas vezes que eu fico tonta só de lembrar a quantidade de voltas que eu dei tentando entender aquela porcaria. DESISTI. E CSS gente, como assim?! Não é a mesma coisa? Eu não sei mais naaaaaada disso. Quando minha mãe diz "é, essas tecnologias estão avançando descontroladamente, daqui a pouco você não vai lembrar nem o que era moda semana passada nesse teu mundinho virtual" ela tava falando BEM sério, eu sabia que não deveria ter me revoltado e largado tudo isso, i know it! Na minha época de blogueira ativa era tudo muito mais fácil (?), a gente abria o real time html editor e era feliz (segredo: faço isso até hoje)! Eu parei no tempo! Pelo menos tô me sentindo assim, tipo a mãe daquele pedaço de mal caminho (minha opinião, posso?) em Adeus, Lenin. Com a diferença que não tem ninguém aqui pra fingir que tá tudo normal, que acabou o regime que eu tava acostumada e que agora o wordpress tá no poder!! Gente, como assim?! Tô sentindo que derrubaram o muro de berlim e eu tô totalmente nostálgica a respeito daquela burocracia toda que existia antes...Alguém me ajuda?! É preciso brincar com wordpress agora pra ser uma blogueira de respeito? comofaaaaaaaaaazzzz

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Por Maria Confort



Tá. Eu menti. "Eu volto depois" e não voltei...Agora já perdeu o contexto e eu não vou continuar o assunto (mentira, não vou continuar por que 1) estou com preguiça 2) tenho outro assunto a tratar 3) estou com MUITA preguiça).

Seguindo meu ritual de todas as manhãs, eu entrei no último vagão do trem do metrô na plataforma minha de cada dia. Comentário pessoal, não importa em qual escada rolante eu tenha descido/subido, não importa o quão vazia esteja a estação, não importa se o último vagão vai parar lá na casa do chapeu de distância da onde eu estou, eu sempre vou até lá. Acredito que as minhas amigas deia e camila sejam culpadas por esse TOC massacrante e inutil (Ok não tão inútil, afinal é um bom exercicio para as pernas) mas isso é assunto para a próxima tele-aula...Voltando ao foco, estava eu lendo o livro que eu roubei do meu pai (outro hábito: roubar livros do meu pai), tranquila como um zumbi com insônia, quando esbarrei em um senhor de uns setenta anos saindo do vagão, eu pedi desculpas, ajudei ele a descer e não cair no buraco (eu tenho muito medo daqueles buracos!!). Ele sorriu, eu sorri e mesmo sem dentes (ele, não eu) eu achei o senhorzinho muito simpático e educado, feio, mas muito simpático. Ele ficou na estação e eu entrei no vagão, sentei a favor do movimento do metrô (que fique claro: se eu sento de costas eu passo mal e tenho que me segurar para não vomitar no sapato de quem estiver ao lado) e continuei lendo meu livro na santa paz da matina, o trem foi enchendo e eu senti que sentou alguém do meu lado, tá, até aí normal né, as pessoas costumam se sentar no metrô, ainda mais num lugar onde não existe risco (e se existir é bem pouco) de ter o café da manhã voltando para a faringe.

Sabe aquela sensação de ter alguém te olhando? Do tipo que você tem depois de ver um filme de terror e ficar se borrando no quarto a madrugada inteira, com medo de levantar pra fazer xixi pq você acha que a sombra da jaqueta no cabideiro é um allien de sinais com seus dois metros de altura e um físico invejável? Então, você pensa que o cabideiro tá te olhando e esperando a hora certa pra atacar. Foi o que eu senti sentada no banco a favor do movimento do metrô. Disfarçadamente eu olhei para a janela do trem (até hoje eu acho totalmente desnecessario ver as paredes passando. Pode ser útil para evitar claustrofobia, mas hei, e a democracia? Os claustrofobicos não surtam, mas e quem tem labirintite como faz?) para ver se o sujeito do meu lado tinha alguma semelhança com um ET.

Não parecia um ET, então eu nem dei bola no começo, ajeitei meu cabelo e namorei meu reflexo por um tempinho. Daí eu me toquei, era o mesmo senhorzinho que eu tinha ajudado a sair do vagão no começo, antes do meu devaneio sobre vômitos no submundo!! Eu não mexi a cabeça, fiquei olhando paralizada para o meu rosto azumbizado matinal, depois de perceber que ele também tava olhando a mesma coisa eu tentei entrar na mente do motorista (motorista de metrô?! ahm...) em uma espécie de viagem astral sem cama, travesseiro e o principal, ahm, sono. Tentei fazer com que ele desse um jeito naquele ritmo lerdo do trem, achei que no meu momento de desespero a minha energia fosse vagar por outro plano e fazer o motorista entender o meu estado de choque. Preciso falar que dois minutos depois eu me senti uma idiota?
Pelo amor de Deus né, eu tava surtando pq tinha um senhor de 70 anos sentado do meu lado e olhando para o mesmo lugar que eu, qual o problema nisso? Eu nem sabia se o cara realmente era o mesmo senhor de antes. E se fosse, isso queria dizer que eu ia ser brutalmente assassinada no metrô e atrapalhar o movimento dos trabalhadores paulistas? O velhinho poderia ter se perdido, descido na estação errada, ou foi simplesmente buscar alguma coisa com alguém na estação que eu estava e depois resolveu voltar pra casa, eu não tinha nada a ver com a vida dele.

Depois de pensar tudo isso, ainda olhando minhas olheiras no reflexo da janela, eu me toquei que ele também não havia se mexido. Daí entrei em choque de novo, tipo: "Pqp, quais são as chances dele voltar pro mesmo vagão, uns dez minutos depois de ter descido em uma estação? Como ele faria isso? É o chuck norris, magaiver, harry potter? Mesmo se ele tivesse deixado alguma coisa com alguém pra depois voltar pelo mesmo caminho, ele ia ter que ser muito rápido pra pular de volta pro MESMO vagão (imagem agora o velhinho de 70 anos literalmente pulando de volta...Eu juro que ele era mais assustador do que vocês tão pensando, parecia um daqueles japoneses velhos de filmes de terror japoneses com atores japoneses e crianças japonesas saindo de poços e de escadas de incendio). Era impossível. Primeiro por que ele não parece com o harry potter, tá mais pra dumbledore e o dubledore morreu (triste), segundo por que eu vi a porta do trem fechando, eu vi e não to louca!", terceiro porque, bem, eu gosto de coisas estranhas. Quando eu era pequena eu vivia inventando histórias sobre tampas de vasos sanitários batendo sozinhas, mapas do tesouro escondidos no canteiro do prédio, luzes voadoras (luzes voam né? Ok) dançando no telhado da casa do lado, vizinhas loucas rodando um gato pelo rabo e jogando sobre os postes elétricos da rua...Não, eu não era mentirosa, eu só tinha uma imaginação muito fértil, e muitas dessas histórias realmente eram verdadeiras! Eu juro que a tampa da privada do banheiro das meninas aqui do prédio batia sozinha de vez em quando. Mas então, voltando ao meu pensamento..."E se ele não estiver sentado aqui e eu tô imaginando? Não, não tem como, se ele não estivesse sentado aqui outra pessoa estaria, o metrô tá lotadão e são 7h da manhã", depois de filosofar (eu juro que demorei menos tempo pensando tudo isso do que você tá levando pra ler) eu tive coragem e resolvi encarar o senhor, como modelo de passarela fotografando no final do desfile eu virei o rosto com tudo pra dar de cada com o japones de filme de terror (mesmo não sendo japones), e quando eu virei era outro cara, não era o senhor que eu tinha esbarrado no começo!! Eu dei um sorriso amarelo e olhei pra frente, encarei o botão da blusa da mulher gravida quase tapando o meu nariz, e levantei pra ela sentar, fiquei de pé e entre o suvaco do cara do meu lado, e o cotovelo da gordinha atrás de mim eu pensei "não tô louca, não to louca, não tô". Olhei de novo pra janela e tava ali o senhorzinho freak, sentado no MESMO lugar! Olhando pra janela também, olhando pra mim, debochando de mim! Tipo "ha-ha-ha, troxa"! What the fuck!? Comecei a ficar irritada, me achar cega e louca, e sentir uma grande vontade de perguntar pro moço do suvaco se ele tava vendo um senhor de idade no reflexo da janela, mas não é o tipo de dialogo que qualquer pessoa gostaria de ter às sete da manhã em um vagão lotado. Ainda mais se essa pessoa for eu e não gostar de manter dialogo algum às sete da manhã em um vagão lotado.

"Calma Maria, pelo amor né, você deve tá imaginando coisa. Ficou com o velho simpático na cabeça, achou o senhor parecido e pensou que fosse, daí depois que viu que não era, ficou ainda mais com o velho pentelhando sua cabeça que tá vendo coisa outra vez. Aí! Tá vendo! Você acabou de olhar pro banco e realmente não é ele! É um outro senhor simpático e nem tão freak quanto", finalmente chegou na estação que eu ia descer, me espremi entre as pessoas e saí do trem, quando eu tava chegando no ponto de ônibus do lado da estação eu senti alguém pegando no meu braço e me dando um livro, eu olhei pro livro, peguei e quando fui agradecer eu vi que era o senhorzinho freak! O mesmo do começo! Me devolvendo o livro! O leite derramado do chico buarque que eu roubei do meu pai! O meu pai que tá acostumado a ter livros roubados por mim! O livro do meu pai tava na mão do senhorzinho freak do filme japones e eu tava com o queixo no chão, branca que nem papel mache de programa matinal! Agradeci, virei as costas, apertei o passo e subi no ônibus.

Se isso aconteceu mesmo? Não. Mas poderia ter acontecido...Eu realmente esbarrei no velhinho freak quando eu tava entrando no metrô, achei que a história ia ficar muito sem graça se eu só contasse isso, então eu inventei o resto pra vocês sentirem o drama que é viajar de metrô as sete da manhã e sentir que o tempo absolutamente NÃO passa. Parece que a gente vai ficar o dia inteiro naquele banco duro, e não tem livro bom que nos distraia quando alguém espalha o cheiro da axilia por todo o vagão. Não tenho a menor idéia da utilidade disso que eu acabei de escrever, só achei legalzinho porque eu gosto de velhos freaks de terror japones.

Vou descer na academiaaa gentem.
Tomem cuidado com o metrô de manhã cedo, não que um velho freak vá te sequestrar e doar seus orgãos para o mercado clandestino, mas nem todo mundo é honesto a ponto de te devolver um livro esquecido no metrô! Ainda mais se for o sucesso cult do momento, dica.

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Por Maria Confort

segunda-feira, 27 de abril de 2009


Oii oi! :)

eu tenho um péssimo habito: abandonar as coisas pela metade. Juro, é mais forte que eu! E não é proposital. Eu abandonei o inglês, abandonei a natação, abandonei o curso de fotografia antes de começar, abandonei a academia, abandonei as pseudo aulas de violão que meu pai tentou me dar (no primeiro dia), abandonei minha nutricionista, abandonei até minha agenda. Eu não tenho paciência pra ir com uma coisa até o final, really! E eu juro que tento o máximo para não fazer isso (mentira, nem tento...). Sou muito impulsiva, no momento que eu tô fazendo eu fico as mil maravilhas, passa um tempo eu enjoo...Totalmente! Vou lá e faço outra coisa. Odeio cair na rotina, odeio quando a coisa fica certinha demais, odeio de um jeito que, argt, odeio!! Para não perder o habito então, eu vou largar essa minha explicação sobre largar habitos e entrar no assunto principal do dia de hoje (q?): Meu fim de semana ! Yey!

Bom, a sexta feira eu nem quero me prolongar comentando, porque foi um dia none. Sabem o que são dias none? Bom, eu vou explicar, nunca ouvi ninguém falando sobre eles, não pelo menos nesses termos, então eu acho que eu inventei (se foi você quem inventou, por favor entre no meu orkut, me mande um scrap GRITANDO por direitos autorais, eu juro que os darei ao devido dono, assim que receber as devidas provas claro! Registrado em cartório, se possível).
Você já foi se deitar depois de um loooooongo dia, e ao colocar a cabeça no travesseiro demorou MUITO pra dormir? Mesmo estando cansado e com dor no corpo, você pegou o controle da televisão, e a ligou depois de uma meia hora da tentativa falida de, ahm, dormir. Daí você passou por todos os canais, viu do leilão de suinos no canal do boi às curtas do canal brasil, e depois de rodar pelos trocentos canais da tv a cabo (ou pelos 19, 20 da tv comum) umas dez vezes, resolveu deixar ligado num canal de música ou naqueles programas da rede tv nas madrugadas, com jogos interativos por telefone, só pq na sua cabeça você teria mais sono ouvindo algum clássico dos anos sessenta ou uma mulher chata falando incansavelmente na rede tv sobre o jogo da velha dos 15 mil reais. ENFIM! Sem mais devaneios, voltando ao foco: você tenta dormir de novo, e depois de muita luta consegue. Parabéns! Muitas vezes isso é um sinal de dia none. Não entendeu? Eu nem terminei de explicar mesmo...Então, vamos lá: Seu dia foi legal, você até que fez bastante coisa...Estudou de manhã, leu algum pedaço de um livro, fuçou seu orkut, postou no fotolog, assistiu tv, conversou com alguns amigos, correu na esteira, comeu um salgado gostoso na padaria, deu umas risadas e achou que tava tudo firmeza. E poderia até estar, but...Seu dia não teve um fato importante, uma tag legal, uma palavra ou uma frase chave, tipo: conheci um palhaço russo. Vai dizer, você não conhece um palhaço russo todos os dias! Então, foi um dia none. Um dia igual a toooodos os outros dias, mas não me venham com contradições e querendo desbancar meu comentário com pensamentos prontros! Please! Que fique claro que é um termo que euzinha inventei, e euzinha não tenho capacidade alguma para inserir termos novos na nossa querida lingua portuguesa (tô no clima de lingua, tive prova de lingua e sociedade hoje então, por favor, não me venham fazer biquinho e falar de saussure!!), então eu uso meu termo apenas no meu circulo de amigos, e peço para eles sempre com muito carinho, a mesma coisa: Não questionem. Não estou querendo uma discussão sobre meu neologismo, não quero gerar debates e terminar na dialética do hegel, eu só quero uma expressão que resuma um dia comum.

Então, sexta feira foi um dia none. Sem nada demais! Apenas o comum, café da manhã, faculdade, croissant na toca (Toca, a melhor lanchonete do mundo! Se a sua faculdade não tem a toca - e provavelmente ela não tem - vocês não sabem o que estão perdendo), almoço, estudo (ahm?), esteira, abdominais, banho, janta, cheesecake, dormir.

Agora meu sábado sim foi um dia que se pode chamar de dia! Eu peguei um outro péssimo habito (alias, habitos se pegam? *pesquisar*): acordar cedo sem motivo. É colegas, as oito horas da manhã em pleno sabado eu já estou de pé, tomando meu capuccino e assistindo band news (ê vida). Mas isso tem um lado positivo, vamos concordar que na hora de acordar cedo mesmo eu nem sofro tanto...
Acordei, fiz as unhas e depoisumas amigas vieram fazer um trabalhinho de política aqui em casa. Saiu tudo, até brigadeiro, menos o trabalho! Depois a gente foi num karaoke bar, lá na vila olimpia e elas me arrastaram para o palco quatro vezes! Não, eu não me importei, até pq na real fui eu que arrastei elas...mas foi TÃO divertido! A mary, uma amiga nossa super fofa e super linda e super fashion e super hiperativa e super pigméia maquiou todas nós. Sim, ela fez curso de maquiagem e trabalha para a boticario, fazendo videos-tutoriais sobre maquiagens do dia a dia e para ocasiões especiais (fazendo uma publicidade bááásica) e ela manda MUITO bem naquilo que faz, garanto! Até minha mãe se apaixonou, hihi.

Mas então, o bar chama opereta, para quem não conhece é uma boa dica de um programinha diferente daquilo que as pessoas estão acostumadas a fazer na vila olimpia, o bar é bem legal! E nem é tão caro! Tem vários tipos de bebida, porções muito gostosas de batatinhas, bolinho de camarão, além do ambiente ser super gostoso. Eu procurei o endereço do site do bar e não achei aqui, acho que tá fora do ar...Mas se informem! Aos interessados e aos não interessados também, tem o selo de garantia da maria :)

Por falar nisso, eu vou puxar um pouco o papo (um pouco?!) e falar sobre as meninas *_* eu conheci as três garotas que foram comigo no opereta durante as primeiras semanas de aula na faculdade (entrei esse ano em jornalismo na puc, e estou adorando por sinal), e fiquei boba de ver como esse mundo é pequeno! Eu tava com medo, confesso. Achei que não fosse encontrar gente tãoo parecida comigo lá! Achei que a maioria teria aquele ar blasé do tipo "te desprezo", ou seriam ativistas de esquerda, pequenos Chico mendes e Che guevaras (não que isso seja uma coisa ruim)...Mas seriam radicais demais, sabe?! E eu não sou assim. Tenho minhas opiniões, meu ponto de vista para encarar o mundo (apesar de preferir não encarar o mundo com uma espécie de pré visão já definida). Não sou uma alienada insuportável, muito pelo contrário, é justamente por conhecer inumeras correntes de pensamento que eu prefiro não me prender a uma só. E eu conheci três meninas iguais a mim, não totalmente clones, mas cada uma tem um pouco da outra, e isso é ainda melhor.
Ou seja, se assistir aulas com elas já é divertidissimo, imagine sair com as três? Awesome!

Agora parando um pouco de puxar o saquinho delas, vou pular o assunto para o domingo: mãe, shopping, cartão de crédito e tempo livre. Resultado? Ajudamos a roda do capitalismo a continuar girando, oras! Lula devia nos agradecer. Se Evo morales teve uma greve de fome de cinco dias, pq cargas d'agua minha promessa de ser menos consumista deveria durar mais de um mês? Ok, eu juro que não sou fútil desse jeito, mas pelo menos a hipocrisia passa longe de mim :)
Eu amo sair com os meus pais, e não é por causa do cartão de crédito deles. Dona Maria Angélica e senhor Antonio Sérgio (apesar dos adjetivos, eles são novinhos, I sear) são as duas pessoas mais maravilhosas que eu convivo nesse mundinho de meu Deus, não porque eles são meus pais, mas porque eles são eles.

Mas falando em mundinho de meu Deus, hoje eu fui na paulista com aquelas meninas, depois de almoçar eu fui ajudar a mary a fazer umas entrevistas para um trabalho da facul, ela entrevistou uns hippies que vendem brinquinhos e pulseiras artesanais na região da paulista mesmo (se você já foi na paulista, provavelmente já se esbarrou em vários). E gente! Eu já tô amando - ainda mais - a minha futura profissão! Como é lindo conhecer gente! Ficamos horas e horas conversando com eles, ouvimos dezenas de histórias, pensamentos...Logo nos primeiros minutos a mary desencanou de ficar anotando e a gente só ficou escutando e conversando. Eu já tinha jogado conversa fora (péssimo termo para empregar a esse contexto, se teve uma coisa que a gente não fez com aquela conversa, foi jogar fora) com alguns hippies, na frente da faculdade ou nos arredores da augusta, mas nunca tinha passado tanto tempo, e conhecido pessoas tão geniais em seu modo de encarar o mundo.
Aprendi tanto hoje que voltei pra casa até mais leve! Eles falaram sobre o passado deles, e mais que demonstrar as coisas com palavras, tudo aquilo carregado dentro, foi transmitido para fora através de olhares, gestos, e frases que significaram muito mais do que eu acho que foi a intenção. Peguei dicas incriveis de livros para ler, de culturas para estudar melhor, de referencias pra vida inteira mesmo...

Queria ter levado a minha máquina, mas ia ser tão superficial postar uma foto deles aqui. São aquele tipo de gente que você precisa ouvir, sentir, olhar nos olhos, ler os gestos para entender pelo menos 1/4 daquilo que elas são.

Uma hora apareceu um religioso entregando panfletos de salvação de almas e disse para um dos homens: você ainda tem salvação meu filho. Eu pensei "pronto! Vai rolar uma puxação de dreads aqui, esse hippie vai dar com o bong na cabeça do crente", e sabe quando você se surpreende? Ele deu um banho de cultura no pobrezinho do religioso engravatado que tava parado na frente dele. Não foi grosso, não foi mal educado, não quis aparentar superioridade, apenas expôs suas idéias de forma educada e deixou o cara sem palavras. Alias, não só o cara né, eu também fiquei de boca aberta.

Ai já tô me prolongando demais! Vou jantar, arrumar umas coisas aqui e depois eu edito o post com o nome de alguns livros que eu fiquei interessadissima em ler.

Beijinhos! :*

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Por Maria Confort

sexta-feira, 24 de abril de 2009


Resolvi re-postar minha resenha sobre Benjamin Button. Ia escrever outra, mas minha vida é muito corrida (-n) e se eu fosse escrever de novo, ia elogiar os mesmos pontos e criticar as mesmas partes, minha opinião não mudou e eu só queria postar sobre o filme aqui, pq, tipo, eu me sinto na obrigação, sabem?! É raro eu me apaixonar assim por algum filme. Tá, não é raro, eu me apaixono por muitos filmes descontroladamente, mas são poucos os que realmente continuam mexendo comigo, mesmo meses depois de ter assistido pela primeira vez.
Foi o caso de Benjamin! Espero que os que já assistiram gostem do meu comentário sobre ele, e para aqueles que não leiam, como dica eu digo: não leiam. Eu sou uma matraca e conto praticamente tudo.

“O beija-flor não é só mais um pássaro. O seu coração bate 1.200 vezes por minuto. Bate as asas 80 vezes por segundo. Se pararmos as asas deles, eles morrem em menos de 10 segundos. Este não é um pássaro comum, é um grande milagre! Fotografaram o bater das asas em várias tomadas. E viram as asas assim, no formato de um “oito”, deitado. Sabem o que significa isso na simbologia matemática? O infinito.”

E foi no momento em que Daisy ameaçou parar de bater as asas, que Benjamin impediu que seu coração parasse de bater. No momento certo, nenhum minuto antes, nenhum minuto depois. Aos 43 anos de Daisy, e 49 de Benjamin.

No inicio do filme acompanhamos uma história contada por Daisy (que parece estar nos momentos finais de sua vida, no leito de um hospital acompanhada de sua filha) sobre um Relojoeiro cego, Sr. Gateaux – Ou “Senhor bolo”. Ele foi convidado a construir o relógio para uma estação de trem, no sul dos Estados Unidos. Porém, enquanto trabalhava na confecção do relógio, seu filho foi mandado para a guerra, e antes que Sr. Gateaux pudesse terminar o trabalho recebeu a noticia que ele havia morrido em uma batalha.

Triste, Sr. Bolo não parou de construir o relógio e apesar de tudo o entregou no prazo. No dia da inauguração todos se surpreenderam ao ver que os ponteiros estavam girando em sentido anti-horário, voltando o caminho. Sr. Gateaux pediu desculpas, caso houvesse ofendido alguém, mas antes disse que fez aquilo para que todos os jovens mortos em guerra tivessem a chance de voltar para a casa.

A história parece simples pelo modo como foi contada, mas é a partir desde relógio que começamos a acompanhar a vida do jovem Benjamin.

Ainda deitada na cama no hospital, Daisy pede para que a filha pegue uma agenda, em uma de suas bagagens. Sem muito explicar, pede também para que ela leia tudo o que está escrito na agenda.

É assim que somos transportados, através das palavras do próprio Benjamim, para uma história que poderia ser a minha ou a sua, por mais inusitada que isso possa parecer.

E enquanto Caroline, filha de Daisy, lê as memórias de Benjamin, o mundo do lado de fora espera a chegada de uma tempestade, o furacão Katrina.

Resumidamente, Benjamin nasceu ao contrário e durante a comemoração do fim da primeira guerra mundial. Nasceu com todas as doenças que um idoso prestes a morrer costuma ter, carregava desde uma pele cheia de rugas à catarata nos olhos. Sua mãe morreu no parto, e seu pai, assustado e sem saber que atitude tomar, o deixou nas escadas de um asilo, com apenas 18 dólares e um xale envolvendo seu corpo.

Benjamin foi acolhido por uma típica negra sul-americana do início do século, dona de um coração enorme e de um humor justo àqueles que conseguem aproveitar as pequenas alegrias da vida.

E foi exatamente isso o que ela deu para Benjamin. Alegria, e seu enorme coração.

Daqui em diante eu realmente prefiro não contar, deixo para vocês acompanharem durante as três horas de filme que, acreditem, nem parecem tão longas assim!

Conseguimos nos envolver com a história de amor que foge do convencional, por mais que se encaixe perfeitamente na vida de muitas pessoas.

Quantas vezes nos perguntamos “por quê?” quando um relacionamento chega ao fim, ou quando ele nem tem a chance de começar? Muitas. Mas são pouquíssimas as vezes que temos a chance de refletir e de entender, compreender que às vezes não era o momento certo. A conhecida frase “você é a pessoa certa, na hora errada” pode resumir boa parte da história de amor de Benjamin e Daisy.

Mas vai além disso. É um amor que supera o desejo sexual, a atração e a química. Pode até ser confundido com um amor fraternal, tanto no inicio do filme quanto em seu final.

Em certo momento, logo após Benjamin ver Daisy pela primeira vez (os dois com mais ou menos a mesma idade interior, porém Daisy aparentando seus sete anos, e Benjamin com uma invejável aparência de 70 e tantos) e pensar no destino – como Daisy prefere chamar - de não vê-la mais, um senhor que vive no mesmo asilo que Benjamin o questiona: “Eu já lhe contei que fui atingido por raios sete vezes?”.

Pode parecer simples a principio, mas é exatamente isso que acontece com o personagem de Brad Pitt. Ele encontra com Daisy inúmeras vezes depois.

Quando ela atinge mais ou menos nove anos, Benjamin decide viajar por uns tempos, mas promete que sempre a mandará postais, onde quer que ele esteja.

Ele chega a conhece outra mulher, até pensa que está apaixonado (como acontece conosco muitas vezes durante a vida), mas nunca esquece Daisy. Ela se dedicou à dança, e virou bailaria profissional, mas também nunca esquece Benjamin. A bailarina, sempre antes de dormir, desejava boa noite para Benjamin. E ao ouvir sua filha lendo a história escrita por ele, descobre que Benjamin também sempre disse “Boa noite, Daisy” antes de fechar os olhos.

Em determinado momento uma seqüência de fatos é narrada, e essa seqüência pode ser compreendida como uma sinopse. Benjamin nos conta sobre um acidente sofrido por Daisy. Ela foi atropelada por um taxi ao sair de um ensaio, e nesse momento foi condenada à nunca mais conseguir dançar.

Ao contar sobre o acidente, Benjamin conta também a história de um taxista que não se atrasou, de uma francesa que não esqueceu seu casaco em casa, e de uma moça que por não terminar um namoro, se lembrou de fazer o embrulho de um presente em uma determinada loja.

Benjamin une todas essas histórias em um liga-pontos, tornando a seqüência responsável pelo atropelamento de Daisy. Benjamin diz que se o taxi tivesse atrasado, se a moça que pegou aquele taxi tivesse esquecido o casaco no apartamento, e se a atendente da loja tivesse terminado o namoro e esquecido de embrulhar aquele presente, Daisy não teria sido atropelada.

Mas tudo aconteceu do modo que deveria ter acontecido. E graças a esse atropelamento os dois puderam se encontrar novamente.

Após alguns desentendimentos, Benjamin e Daisy finalmente ficam juntos, dormem juntos e selam um amor que já havia sido selado ha décadas.

“Somos quase da mesma idade. Encontramo-nos na metade”.

Vinicius de Moraes disse uma vez: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, mas não é somente essa a mensagem que o filme procura transmitir. Durante todo o tempo várias pessoas passam pela vida de Benjamin, e todas elas deixam sua marca de alguma forma.

Inclusive, no meio do filme, o pai de Benjamin - que já havia cruzado com ele algumas vezes e até o convidado para um drink - resolve contar a verdade, revelando ser seu pai. O Sr. Buttun tem uma fábrica de botões (Button’s Button. Ótimo, heim?!) e resolve deixá-la, junto com todos os seus bens, para Benjamin.

Acredito que o filme seja mais sobre aquilo que conseguimos acrescentar à nossa vida a partir da vida dos outros, do que uma simples (se é que se pode chamar assim) história sobre alguém que nasceu no sentido anti-horário.

O marinheiro que Benjamin conheceu contou para todos em um bar sobre o vôo do beija-flor. E fez questão de dizer que esse pássaro é um milagre. Assim como Sra. Queenie, a mulher que acolheu benjamim como se fosse seu filho, o chamou logo no dia em que o conheceu, “este bebê é um milagre”.

Inicialmente podemos encarar algumas pessoas como simples…Pessoas. Mas devemos olhar sempre além daquilo que conseguimos enxergar com facilidade. Benjamin pareceu, inicialmente, apenas mais um botão velho para seu pai. Porém levou toda a sua juventude para os senhores daquele asilo, e durante toda a sua vida carregou para o mar, e até para a Índia, tudo o que seus ouvidos foram capazes de absorver, graças ao silencio sábio de sua boca.

Daisy dançou com Benjamin durante toda a sua vida, desde passos de balé clássico ao triste tango já no final de suas vidas. Aproveitaram o rock, e foram para a lua junto ao Apollo 11. Benjamin dançava em um ritmo contrário ao de Daisy, mas mantinham o mesmo compasso, por isso, mesmo quando tudo parecia ter chegado ao fim, eles voltam a se encontrar no mesmo espetáculo, pois nunca pararam de dançar a mesma música, a melodia da batida das asas de um beija-flor.

Preparem seus lencinhos, inclusive os marmanjos! Vai rolar mais água que em Chinatown, podem apostar.

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Por Maria Confort

quinta-feira, 11 de outubro de 2007


Oi gente!
Bom, resolvi voltar a editar meus próprios layouts, por isso larguei o blog do wordpress (que, apesar do atraente e prático sistema PHP, não me agradava at all a idéia de não poder usar com layout feito por mim, com todo o meu jeitinho e com toda a minha frescurinha).
Eu sempre fui acostumada a montar o blog com a minha cara, e chegava a considerar estranho. Mesmo que o mais importante do blog seja o conteudo, não curtia olhar pra roupa sem graça dele e achava que, mesmo usando a foto da Audrey como parte do fundo do blog, aquele estilo não era o meu. Parece futilidade, né? Mas acreditem, depois de passar cinco anos editando a carinha do seu site, você não vai querer alguma coisa pronta e, se por algum motivo sobrenatural (no meu caso a preguiça de aprender a lidar com PHP, e a preferência gerada por esse momento de fraqueza intelectual n00b) surgir uma forte atração por algum sistema prático e rápido de postagem, você pode até se render e dar aquela mordida na maçã, mas prepare-se para entrar em uma crise de abstinência e sofrimento inexplicável, que só depois de muita dor de cabeça sem motivo você vai compreender a razão da enxaqueca crônica. Não era a tpm que estava te fazendo mal, tão pouco as horas de sono limitadas pelas aulas da faculdade e sim, really, o layout terceirizado do seu blog. Juro, essas coisas influenciam muito aquela coisa que chamam de poder do subconciente.

Bom, os posts antigos continuam todos no blog antigo, aos interessados basta clicar no link ali do lado :)
Eu vou tomar meu banho e arrumar meu quarto (ó!), enquanto eu não volto com meus comentários de maniaca por design amador, vou deixar o link do video If u seek amy, da (sempre) diva crazy britney spears...O melhor music video desse último album circus, e quisá de todos os outros. Uma letra sem sentido? Talvez seja mais real que a vida apresentada pela princesinha do pop nesse clipe. Entregar torta para os fotografos e ser uma mãe de familia com filhos perfeitos e um marido trabalhador e sorridente? No way! Ninguém e, muito menos Britney, tem isso.
E sinceramente? Acho que ela nem quer

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Por Maria Confort