<xmp> <body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/5222406538076184638?origin\x3dhttp://dulceshadas.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script> </xmp>
SOBRE O BLOG

Sempre tive blogs, sempre passei horas brincando com html, rabiscando imagens e textos...Infelizmente, a vida a gente não programa nos programas do adobe e eu fiquei sem tempo, minhas prioridades mudaram e eu esqueci de como eu gosto disso tudo. A gente sempre fala "as pequenas coisas são as que mais fazem bem" mas são tantas coisinhas, que é normal se perder entre as que trazem um bem instantâneo, e aquelas que realmente te alimentam. Quando uma amiga minha ganhou um moleskine de presente eu tive uma epifania e senti falta do meu caderninho de anotações virtual.

Escrever um blog é diferente, mesmo que eu não saiba explicar o por quê, quando um texto é publicado aqui ele cresce um pouco dentro de mim.

SOBRE A MARIA

DOLL PARTS
18 anos de Maria, carioca que adotou São Paulo como presente mas sabe que o Rio vai ser seu futuro. Aos que já assistiram 'minha bela dama' e 'crepusculo dos deuses', fiquem sabendo: Às vezes sou Eliza e muitas vezes sou Norma. Curso o primeiro semestre de jornalismo na PUCSP. Teimo em acreditar que tudo o que já aconteceu comigo na verdade foi só ensaio para aquilo que ainda vai vir.

orkut+ lastfm+ twitter

Links

Link Here
Link Here
Link Here
Link Here
Link Here
Link Here

Archives
07/10/2007 - 14/10/2007
19/04/2009 - 26/04/2009
26/04/2009 - 03/05/2009
03/05/2009 - 10/05/2009
10/05/2009 - 17/05/2009
17/05/2009 - 24/05/2009
24/05/2009 - 31/05/2009
31/05/2009 - 07/06/2009
20/12/2009 - 27/12/2009
27/12/2009 - 03/01/2010
03/01/2010 - 10/01/2010
07/03/2010 - 14/03/2010
04/04/2010 - 11/04/2010

Layout
Designer: maria
Resources: 1 2 3
quinta-feira, 21 de maio de 2009



E vamos entrar no meu assunto preferido, filmes de terror *_*.

A Tale Of Two Sisters
Quem me conhece, conhece também o meu amor por filmes de terror asiáticos. Adoro orientais com o cabelo na cara, o olho arregalado e a pele branquinha entrando em contraste com o vermelho do sangue. Acho a fotografia desses filmes maravilhosa! A edição é perfeita, a trilha sonora, incrível e as histórias originais surpreendentes. Já conversei sobre essa paixão com gente que manja muito de cinema e não concordaram comigo, falaram que terror oriental é tudo igual principalmente por ter sempre um espirito vingativo - alegam justamente o contrário daquilo que eu considero o mais envolvente nesses filmes. Também já li em criticas gente dizendo que o ritmo é muito lento, que o filme demora pra acontencer...Bom, cada um tem a sua opinião e gosto, mas dizer que um filme é ruim só porque não faz seu estilo eu considero total injusto.

Pra entender um filme desses é preciso entender pelo menos um pouquinho da cultura asiática, desde a importância da fidelidade em um casamento ao valor empregado na vida e principalmente na morte. O modo que eles encaram o corpo e a alma é diferente do nosso, e isso tem que ser respeitado e considerado quando sentamos pra assistir uma das produções do cinema asiático. Alias, isso deve ser feito com qualquer filme feito em uma cultura diferente da nossa, e principalmente diferente da cultura norte americana.

Enfim, chega de enrolação que eu tô ansiosa pra começar a falar de Tale Of Two Sisters (ou Medo, no Brasil).

Sinopse: Duas irmãs voltam para casa após passar um tempo em um internato. Elas são recebidas de braços abertos pela madrasta que logo depois se mostra uma mulher cruel. Aos poucos, acontecimentos perturbadores vão deixar os nervos à flor da pele. Todos escondem um mistério horripilante. Há outras almas presentes no ar. Almas que não estão em paz.

Minha modesta opinião: Uou! Não é um dos melhores filmes de terror da história, mas definitivamente entrou pra minha lista de preferidos e para aquela outra listinha que a gente guarda na cabeça, na hora que um amigo pede uma boa indicação de filme.

Existem fantasmas que moram dentro. Eles não nos assombram só ao puxar nosso cobertor de madrugada ou chorando debaixo da pia, e é esse o tipo de horror mostrado nesse filme, um terror pisicologico que mora dentro da cabeça de Soo-mi e atinge todos os envolvidos na vida dela, inclusive nós.
Fiquei pensando naquela música ciranda da bailarina do chico buarque, "confessando bem todo mundo faz pecado", é claro que o clima não tem nada a ver com o filme, mas quem não tem esqueltos no armário? Um passado que conseguimos esconder durante muito tempo, mas que, para o nosso desespero, uma hora vai aparecer novamente, e nós sabemos disso.
A tale of two sisters misturou tudo isso, um passado dificil de apagar gerando conflitos pisicologicos e o mais assustador dos monstros, a mente humana. Todo aquele sangue escorrendo e as cenas gore foram substituidas por algo maior e ainda mais transcendênte, o arrependimento e o erro.

Nada é explicito, e isso pode incomodar muita gente, principalmente aqueles com preguiça de pensar ou fãs do desenrolar mastigado da maioria dos atuais roteiros hollywoodianos. Nada é explicito mas tudo fica nitido para quem se dispõe a enxergar, os detalhes mostrados desde o começo do filme estão ali por algum motivo, nada é atoa ou dispensável e até as cenas mais demoradas são assim por uma razão, que você vai perceber ao se dedicar a entender. E, ao contrário do que você pode estar pensando, não vai ser preciso muito tempo, basta assistir com atenção e tudo vai se desenrolar diante dos seus olhos, e se você conseguir compreender toda a antologia do filme vai ficar de boca aberta como eu fiquei.

As atuações são uma cena a parte, todas as personagens são muito bem desenvolvidas e esse não é um daqueles filmes pseudo-complexos que quando terminam você fica se perguntando "ahm?!", não banca o filme inteligente quando na verdade acabou sem explicação só pra esconder um roteiro fraco. A tale of two sisters se explica a cada cena, mesmo que em alguns momentos a gente pense que tá entendendo tudo e segudos depois percebemos que não entendemos nada, a graça é essa. Tudo se encaixa na sequência final, do jeito mais natural possível.

O diretor Ji-woon Kim não tem aquela atitude prepotente da maioria dos diretores desse gênero; ele não apela pra um flashback explicativo e clichê, onde várias imagens são jogadas na nossa frente com legendas e formulas de compreensão rápida. Essa sequência até existe, mas é curta, rápida, só é dito aquilo que é necessário para que nós façamos todas as ligações que restam, afinal, nesse momento do filme quase toda a explicação já foi moldada por nós mesmos na nossa cabeça.

Tudo é colocado em questão, as relações familiares, os medos, o amor é transmitido sem pressa como se fosse uma canção assobiada por Soo-mi, cabe a quem vai assistir ouvi-la com paciência.

Cotação:

Trailer:

Marcadores:



Por Maria Confort

terça-feira, 19 de maio de 2009


Sem título, sem gramática correta, sem português enfeitado. Vou editando aos poucos, e tá só no comecinho...Eu tive um pesadelo e achei ele digno de uma história de terror, ainda mais depois que a Babi me encorajou. Então, tá aí o comecinho de um conto de terror que eu tô escrevendo, se eu postar ele no blog em partes eu vou ter mais motivação pra continuar e não parar no meio, como eu faço com quase tudo que eu escrevo, hehe.

O elevador parou e Ingrid entrou. Entrou como fazia todas as manhãs, tardes e noites. Entrou com o pé direito porque o esquerdo estava segurando a porta, para que a senhora parada atrás dela, vestindo um chapéu enfeitado com flores murchas, pudesse entrar também.

Quando a porta pesada bateu sem fazer ruído, a senhora sorriu e Ingrid retribuiu, jogando os cabelos loiros para trás e arrumando os livros pesados que ela carregava com seu jeito desengonçado.

“Minha hérnia de disco é conseqüência do peso que eu carregava na adolescência, sabe”, a senhora parecia nostálgica ao olhar tantos livros, mais tarde Ingrid descobriu, entre outras coisas, que seu nome era Lúcia.

O motivo da conversa sobre hérnia de disco foi falta de luz no prédio, o elevador parou entre o terceiro e o quarto andar e como as duas não tinham para onde ir resolveram dividir uma com a outra os lugares para onde já foram. Lúcia começou a contar sobre a primeira vez que sentiu dor na coluna, “dor de verdade, sabe Inês? - Ingrid tinha desistido de corrigir Lúcia, e passou a não se importar com a troca de nomes – Não essas dores que as crianças tem quando dormem de mal jeito, sobre o braço ou no meio de vários ursinhos. Dor mesmo! Daquelas de chorar, e que só se resolve na faca. Parecia que meus olhos iam explodir de tanta dor”.

Ingrid apertava o botão de emergência e tentava sem sucesso fazer com que o pessoal da manutenção as tirasse de lá mais depressa. Ouvir histórias de gente mais velha num elevador emperrado só é confortável quando não se tem claustrofobia.

Lúcia percebeu que Ingrid estava ficando pálida e lembrou-se de outro problema de saúde do qual ela acreditava ter se curado há pouco tempo, “Ai, Inês! Eu sempre andava com sal na bolsa, eu tinha pressão baixa e quase todo dia ficava pálida assim e desmaiava. Meu filho me recomendou um tratamento excelente, se você quiser, eu te passo o nome do médico...” Ingrid não conseguia mais enxergar Lúcia com muita nitidez, por um momento ela até agradeceu seu corpo pelo favor, mas depois percebeu que não era nada bom ver tudo envolto em neblina, principalmente porque não era a primeira vez. O teto do elevador parecia cada vez mais baixo e as paredes cada vez mais apertadas, Ingrid não o via diminuindo, mas o sentia murchando como as flores do cabelo de Lúcia.

“Inês, Inês querida! Oh, graças a Deus! Como você está meu bem? Eu sabia que não deveria ter tirado aqueles pacotinhos de sal da minha bolsa, eu sabia. Mas meu filho me irritava tanto fazendo piadinhas sobre traficantes...” O elevador parecia mais escuro, as luzes de segurança pareciam estar enfraquecendo. Ingrid tentou esfregar os olhos para enxergar melhor, mas não adiantou muito, tudo parecia cada vez mais escuro, e de repente as luzes do teto começaram a piscar como luzes de emergência de hospital.

A voz de Lúcia estava distante e mais aguda que antes, Ingrid se voltou para suas mãos que estavam apoiadas no chão sobre os livros, e sentiu que elas tremiam, encarou os sapatos de Lúcia à sua frente e forçou a vista para entender o que via, ambos os pés de Lúcia afundavam no piso do elevador como patas de pássaro em um pântano. Em questão de segundos Ingrid só conseguia enxergar os calcanhares de Lúcia, que tinha a pele cada vez mais pálida e suas veias verdes e finas ainda mais ressaltadas, parecia que elas iam explodir e era possível contar a freqüência cardíaca da velhinha das flores murchas apenas encarando suas veias na altura das canelas.

Ingrid não conseguia mais controlar a tremedeira de suas mãos, e agora tinha medo de olhar para cima e encarar Lúcia; mas como uma criança que assiste a um filme censurado ela levantou o rosto em direção à senhora presa ao chão. Tudo estava fora de foco, mas Ingrid via nitidamente os olhos em tom mostarda de Lúcia. Eles brilhavam, mas não emitiam luz alguma e encaravam Ingrid como um gato na escuridão de um beco. Encaravam-na com fome.

Por mais que ela tentasse, não conseguia tirar os olhos daquela imagem distorcida que a encarava, quase que imediatamente Ingrid começou a formar a imagem do rosto transformado de Lúcia, seu olhar era o mais doentio de todo o conjunto, mas suas veias sob as sobrancelhas só pioravam a visão. Eram veias grossas e saltadas, ainda mais pulsantes que as de sua canela afundada, elas pressionavam seu rosto e pareciam querer roubar o espaço ocupado pelas sobrancelhas, por que estas pareciam cada vez menores e tristes. As olheiras de Lúcia aumentavam conforme ela abria um sorriso lancinante, que deixava todos seus dentes amarelos e pontudos a mostra, sobre a sua boca seca e seus lábios finos caiam fios de cabelo desenrolados sob o chapéu, as flores murchas haviam se transformado em passarinhos sem olhos. O olhar de Lúcia havia paralisado Ingrid, mas ela encontrou apoio para se levantar, enquanto encostava-se à parede do elevador e tentava alcançar o botão vermelho de emergência, Lúcia esticava suas mãos pálidas e seus dedos amarelos em direção de Ingrid, todo o elevador parecia ainda mais escuro, era como se, ironicamente, Lúcia fosse a única luz em meio a tudo aquilo. As pontas de suas unhas estavam afiadas e encardidas, Lúcia forçava o sorriso de um jeito aterrador, posicionava os dentes inferiores à frente dos superiores, projetando seu queixo pontudo ainda mais pra frente, o que fazia escorrer água por todos os cantos de sua boca.

Ela não conseguia se aproximar de Ingrid devido aos pés presos ao chão.

A porta abriu, havia uma parede à sua frente devido à posição que se encontrava o elevador quando acabou a luz. Restava apenas uma pequena fresta próxima ao teto do elevador, Ingrid não pensou duas vezes, apoiou suas mãos no final da parede e tentou escalar com toda a força de quem acabou de se recuperar de um desmaio. Enquanto pressionava o chão do quarto andar, Ingrid puxou com o pé esquerdo a pilha de livros caída no chão, próxima a ela. Apoiou os dois pés e conseguiu pegar impulso para passar pela passagem estreita entre o final do terceiro andar e o começo do quarto, já havia passado quase todo seu corpo pela fresta quando sentiu uma mão gelada segurando sua canela, a mão era fina e os dedos pareciam agulhas frias que cortavam sua pele por dentro. Ingrid tentou sem sucesso chutá-la, e ao olhar para trás para encarar o que a aprisionava teve uma das visões mais perturbadoras de sua vida, um par de olhos alaranjados repousavam sobre a mão que segurava a canela de Ingrid. Os olhos pareciam independentes da sobrancelha de sua dona, elas estavam franzidas, mas eles sorriam desumanamente, foram poucos segundos, mas foi o suficiente para Ingrid se esquecer de tudo de bonito que já havia visto em sua vida. Depois de um tempo os olhos de Lúcia se direcionaram para a escuridão à frente de Ingrid, para o restante do quarto andar que Ingrid ainda não conseguia enxergar. Lúcia soltou a perna de Ingrid, e mesmo sem ver a boca dona daqueles olhos, Ingrid sabia que ela gargalhava.


- Maria Confort

Marcadores:



Por Maria Confort