Esse periodo da história sempre me encantou, tudo relacionado à Belle Époque sempre despertou minha curiosidade, desde bem novinha quando ela começou a ser abordada pelos professores no colégio, e tem sido assim até hoje. Sempre gostei mais dos livros dessa época, dos pensamentos dessa época, da moda dessa época, dos filmes que se passam nessa época, da arte dessa época, da história dessa época, há pouco tempo eu parei pra perceber que não podia ser só coincidência eu gostar tanto dos escritores e artistas que viveram nesse mesmo periodo, existe uma coisa ligando todos eles, e tcharan, meio óbvio mas eu nunca tinha realmente parado pra pensar, eu sou encantada é pela época em si, e não só por quem a fez.Outro dia eu estava esperando pra fazer a unha no salão folheando a edição da Marie Claire com a scarlett johansson na capa (nem preciso dizer por que a revista me chamou atenção né? Com a musa moderna do woody allen na capa era impossível não puxar a revista e ler), não sei de qual mês é a edição, mas tinha uma matéria curtinha sobre a Era vitoriana, estava mais voltada pra moda desse periodo e para o pessoal que curte tanto a ponto de adaptar até o computador aos moldes dessa época (a idéia de um pc todo costumizado ao estilo vitoriano me deixou doidaa! Imagina só que coisa louca ter um computador aos moldes de um que, oi, não existia no final do século 19? Uou eu quero!!), apesar de falar pouco sobre a época em si, eu gostei bastante da matéria e fiquei morrendo de vontade de também escrever sobre isso!! Afinal, preciso honrar minha paixão né?! hihi
A sociedade da rainha vitória tinha a cor e o mistério do absinto. Se as carruagens tivessem liberdade compartilhariam tudo o que foi compartilhado dentro de suas cabines acolchoadas e fechadas em cortinas, todas as conversas secretas entre dandis e suas damas (ou seus meninos); a defesa do esteticismo por Oscar Wilde, o medo da cólera, as especulações sobre o novo continente, um tal de Darwin que apareceu com uma nova idéia de evolução e um tal de Marx com um negócio de I internacional.
As construções neo-góticas e os espartilhos deixavam as mulheres sem ar, um romantismo excêntrico estava vivo nos cavalheiros vitorianos em cada beco e calçada das cidades, desde o comprimento cordial às damas em suas roupas volumosas às palavras que saiam de suas bocas. Tentar sentir o cheiro das mais variadas ervas, e a fragrância das colônias francesas é o modo mais eficiente para se aproximar das ruas britânicas naquela época. O céu acinzentado refletia no rosto frágil das moças sob vestimentas arduamente leves, seu sorriso tímido encantava os homens de chapéu que caminhavam apoiados em suas bengalas, inclusive Jack, the Ripper.
O libreto inundava os teatros e o toque do violino oscilava entre o suave e o intenso; A sociedade oscilava entre a intensa desigualdade social, Gustave Doré desenhou que enquanto a Inglaterra crescia e os membros da classe alta se divertiam nas casas noturnas, os mendigos adoeciam nas vielas sujas de Londres.
Os rebeldes e os acadêmicos ilustravam a paisagem da Londres vitoriana, a boemia inspirava escritores, a inocência produzia as histórias de Lewis Carroll, a carência de proteção criava Sherlock Holmes. Sob a neblina amarelada se escondiam os contos de Edgar Allan Poe, o ambiente mórbido proporcionava pensamentos revolucionários.
Valores puritanos eram aparentemente ensinados e seguidos, mas esquecidos ou desvalorizados nas reais relações vitorianas. Ao mesmo tempo em que Oscar Wilde era condenado junto à sua opção sexual, a prostituição e os contos eróticos faziam parte do cenário britânico, muitas vezes escondido sob o luar nas esquinas, fazendo companhia aos vampiros da época.
A risada das damas nas ruas era abafada junto aos reais desejos da sociedade, talvez por isso a literatura, e a arte em geral, tenha sido um meio encontrado para não sufocar com aquela neblina amarelada.
Devido a essas contradições a era vitoriana é encantadora, todo o enigmático de uma época é o que estimula instintos curiosos. O que era tão necessário esconder por baixo de vestes pesadas e porões obscuros? Existe muito mais para se descobrir por trás das paredes vitorianas que gatos pretos e esqueletos, quantas doses de absinto ainda restam para que possamos enxergar?
Bueno, ahora vou falar um pouquinho sobre a moda *_*, lembrar alguns escritores e citar alguns filmes passados nessa época!Moda vitoriana

Bom, pra começar nem preciso dizer que a moda da época era inspirada nos modelitos usados pela rainha Vitoria né? O próprio nome do periodo já diz isso. É preciso ressaltar que o conceito de beleza na época estava representado na imagem da mulher frágil e extremamente delicada, devido ao governo puritano da Vitória todas as mulheres direitas (ahm?) se sentiam na obrigação de serem recatadas, elas deveriam ter uma aparência que se comparasse a inocência de uma criança e a pureza de um anjo (uou), ou seja, coitada da beyonce se vivesse na era vitoriana. Carão, mánunca! Pernocas? Só bem escondidas sob os vestidos e pele morena era sinonimo de vulgaridade. Engraçado como os conceitos mudam né? Uns seculos antes era super lindo ser gorducha...
Anyway! Sou total leiga no assunto moda, mas eu já ouvi muita gente ligada falando que uma sociedade se reflete em suas roupas (ê meu Brasil!), e não precisa ser muito expert pra concordar com isso.
A sociedade vitoriana se refletia, basicamente, nos vestidos marcados por um grande volume, bem justos no tronco e no colo, acinturados e devido a quantidade de anáguas e crinolilas, muito volumosos da cintura para baixo. O filho do corset, o espartilho, era usado pra acinturar ainda mais o corpo das mulheres e valorizar o corte do vestido. As mangas eram justinhas e compridas, isso acentuava os ombros e dava ainda mais a impressão de fragilidade às moças.
Além disso tudo, as mulheres ainda colocavam um xale pesado sobre o vestido ao sairem de casa. Ainda bem que Londres é chuvosa e fria, beijos.
A maquiagem era muito, muito pálida, os olhos marcados e, pelo o que eu descobri pesquisando, os tons de batom variavam do nude ao vermelhinho sangue. Cabelos sempre presos, muito chapeu e muita luva.
Agora, uma coisa que eu reparei, o rosto triste era parte indispensável do figuro né?
Quando seu marido, o príncipe Albert, morreu, a rainha vitória ficou de luto, assim como toda a sociedade aderiu ao preto e aos tons acizentados até anos depois da morte da própria rainha, todo esse clima sombrio nas roupas e na inglaterra só começou a desaparecer no final da Belle-époque. Que beleza! Hoje em dia se morre um conhecido muita gente coloca uma flor murcha no msn, no máximo.
O modelito dos homens também era bem sério, e ainda mais sóbrio. Os sapatos eram no máximo bicolores, e tom sobre tom, mas apenas em cores escuras ou sóbrias, os trajes eram de alfaiataria clássica, a cartola era indispensável e simbolizava respeito. Bigodinhos e barbinhas eram puro charme, e eles sempre carregavam um lencinho no bolso do palitó, tipo silvio santos (quem eu não duvido nada de ter nascido logo no ínicio da era vitoriana).A bengala também era muito usada, no século XVII para simbolizar riqueza e importância (eu pensei em Dr. House), e depois o costume foi mantido.
Não sei se é coisa da minha cabeça (tá, eu sei que não é), mas os homens pareciam muito mais felizes que as mulheres, além de um sorrisinho malandro (?) no canto da boca que eu vejo nas pinturas e desenhos, tô paranoica? por quê será?
Ha alguns anos surgiu, além dos loucos pela era vitoriana que usam as roupas para sair a noite e ir em encontros com outros loucos pela era vitoriana, a moda inspirada nessa época, babados, mangas fofas, curvas escondidas e cintura acentuada, rendas e fitas, combinações românticas invadiram as passarelas e os armários de quem curte essa idéia (o meu inclusive), quando será que os estilistas vão voltar com essa idéia? Eu não tenho muita cara e coragem de sair na rua com camadas de vestidos e uma sombrinha de mão, iria derreter loucamente nesse calor tropical.
Algumas blusinhas me lembram vagamente esse estilo, minha mãe adora! Tô pensando seriamente em roubar algumas dela e ver se eu posso aderir ao meu vestiario, quetal.
(Vou continuar editando depois)
Literatura
Referências no cinema e filmes ambientados nessa época
Vou jantar, ai que fooomeee...Cadê meu mordomo estilo a cidade e as serras carregando o peixe numa bandeja de prata? Bring me back to 19th century!!
Marcadores: era vitoriana
Por Maria Confort
(Matéria retirada do site sobrenatural.org)
Eu vi um disco voador
Renomado meteorologista conta sua experiência com um OVNI quando visitou a Antártida em 1961
O meteorologista Rubens Junqueira Vilela, professor do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP, tinha 31 anos em 1961 quando foi à Antártida pela primeira vez a bordo do navio Glacier da Marinha dos Estados Unidos.
Rubens Junqueira Vilela
Na baia do Almirantado, ilha do Rei Jorge, onde 23 anos depois seria construída a base "Comandante Ferraz", do Brasil, Vilela teve uma experiência inesquecível. Ele mesmo conta:
"Naquele dia, 16 de março, após o jantar, subi ao convés para ver o panorama. Estávamos rodeados de montanhas formando paredões de 500 metros de altura, parcialmente cobertos de neve. Na margem, a dois quilômetros, encontrava-se uma base inglesa abandonada. O céu estava nublado, havia um vento leve e a noroeste via-se o clarão fraco e amarelado do sol poente. De repente, vimos uma estranha luz cruzar os céus. Os marinheiros gritavam, apontando para o objeto. Suas cores, formas e contornos não pareciam coisa deste mundo e não sei até hoje a que compará-las. Esse corpo luminoso multicolorido deixava um longo rastro na forma de um tubo oco de cor vermelho-alaranjada.
Subitamente dividiu-se em dois como numa explosão; cada pedaço brilhou mais intensamente com cores branco-azuladas e vermelhas e lançou raios laterais, inclinados para trás. Depois, tomou a forma de uma armação de guarda-chuva semi-aberta e desapareceu em menos de um minuto sem deixar traço. Não se ouviu nenhum ruído, as luzes não eram ofuscantes e as cores tinham tons suaves. O objeto se encontrava a cerca de 100 metros de altura e parecia ter o tamanho de um punho fechado. Deslocava-se a baixa velocidade. Passou a bombordo, de noroeste para sudeste, como se viesse de trás das montanhas da ilha.
Pensávamos que poderia ser um foguete de sinalização lançado por exploradores da ilha. Fomos investigar. Não encontramos ali sinais de vida. Mais tarde, o capitão Porter, do Glacier, registrou no diário de bordo que as luzes eram um meteoro ou outro fenômeno natural luminoso. Para mim, aquilo foi um disco voador".
Mais tarde em uma entrevista Rubens Vilela declarou:
Falando seriamente, eu tinha certeza que o objeto, pelas suas características, “não era desse mundo”. Anos mais tarde na França relatei a observação a cientistas de um grupo de estudo, o GEPA (Grupo de Estudos de Ufologia) fundado pelo general Lionel Chassin, que quando comandava manobra da NATO (Organização do Tratado no Atlântico Norte) , teve a frota sobrevoada por esquadrilha de OVNIs, que desativaram todos os armamentos. Prossegui então nas pesquisas num grupo de São Paulo, a APEX (Associação Paulista de Pesquisas Exológicas), que, através de um contatado, me levaram a viver acontecimentos extraordinários, comprovando a realidade do fenômeno, e a natureza de seus tripulantes, extraterrestres “como denominam vocês”, alguns deles se identificaram. Tivemos contato direto com uma chamada “nave patrulha” e uma sonda, na rodovia dos Bandeirantes e em Limeira, em novembro de 1978.
A experiência de contato tornou-se assustadora quando seres de outra origem intervieram e nos vimos, no meio de um canavial, entre dois fogos, sendo um companheiuro do grupo (o contatado) atingido por um raio de luz que o jogou no chão. Partira de um veículo flutuante parecido a um fusca. Foi-nos advertido que este tipo de pesquisa envolve riscos, tanto “para vocês como para nós extraterrestres”. Tive outras experiências de pesquisa posteriores. Conclui que a vida no universo não é bem como imaginamos ou pensam os cientistas, e que muito ainda temos que aprender na nossa evolução.
E aí? O que vocês acham? Eu adoro esse assunto! Podem falar que eu dou uns tapa na panteira, que eu cheiro, que eu sou louca, paranoica, esquizofrenica e carente de tratamento psiquiátrico, mas eu boto muita fé na existencia de vida em outros planetas. Já li muito e assisti muitas coisas sobre extraterrestres e aparições de OVNIs, li artigos sérios, e não assisti somente àqueles documentários irônicos e debochados que estão passando no discovery e no history channel, então eu tenho meus motivos para acreditar, é egocentrismo e muita prepotencia acreditar que só existe vida no planeta terra, nem a nossa galáxia nós conhecemos direito, imagina então as outras que existem no universo? Anyway, vou pular a parte cientifica e toda a explicação lógica do por quê eu acredito em vida fora daqui pq não tô afim de montar um artigo à la super interessante ou mundo estranho.
Eu tava fazendo minha visita diária ao sobrenatural.org e me deparei com essa matéria, falando sobre o depoimento desse professor da USP, e cada vez eu fico mais intrigada e curiosa, o que o governo esconde da gente? O que a NASA, por exemplo, sabe sobre o universo lá fora e não revela pq não é conveniente?
Vão falar que eu tava bêbada ou sonolenta, mas eu vou contar mesmo assim. Mês passado teve a virada cultural aqui em são paulo, e eu fui pro centro da cidade com as minhas amigas lá da PUC, durante um show, eu tava de costas pro palco e de frente pra elas (devia tá bem interessante né), conversando sobre sei lá o quê, e uma luz branca chamou a minha atenção, parecia luz de poste de rua, sabem? Eu virei automaticamente meu rosto mais pra cima, bem atrás de uma das meninas, entre dois prédios bem altos eu vi uma coisa que parecia uma bola branca meio mole, distorcida , bem bem branca e bem brilhante, parecia uma geleca iluminada, quase não tinha o formato de uma bola, na real, mas parecia macica e "fofinha" (haha), passou bem rápido, de trás de um prédio e sumiu antes que pudesse se esconder atrás do outro, na hora eu gritei para as meninas: "vocês viram isso?" e todas começaram a rir de mim ¬¬.
Não tinha por quê inventar isso, a gente não tava nem pensando em entrar nesse assunto, aconteceu realmente do nada. Tá, eu juro, eu não tinha colocado uma gota de alcool na boca e nem tava com sono, não era nem meia noite ainda... Não eram fogos de artifício, eu não sou idiota e eu sei diferenciar uma coisa da outra, não era um balão também, de novo, eu não sou tonta, não parecia um balão, e mesmo que parecesse, se realmente fosse um balão ele não desapareceria aos pouquinhos e nem brilharia tanto! Não era um branco normal, era um branco muito forte, se estivesse mais perto de mim meus olhos até arderiam, certeza. Não era uma das apresentações doidas que estavam tendo na praça da sé aquele dia, era uma coisa muito diferente de tudo o que eu já vi.
Enfim, além de tudo o que eu já li sobre isso, eu tenho esse e mais outros motivos para acreditar em vida em outro planeta...Mas vou deixar pra entrar detalhadamente nesse assunto outro dia, agora tô com um pouquinho (poucão) de pressa, preciso fazer uma matéria sobre a semana de jornalismo que começou hoje lá na PUCSP, e tenho que ajudar a editar uns videos aqui pro meu tio, além de ter trocentos trabalhos para entregar semana que vem. Quando eu tiver um tempinho é certeza que eu venho aqui terminar (ou começar) uma discussão sobre seres verdinhos (ou não) cabeçudos (ou não) que habitam além das fronteiras do nosso planeta terra, hihi.
Marcadores: OVNI extraterrestre
Por Maria Confort
Antes de começar a falar sobre The Changeling só vou passar um recadinho...Não pretendo mais fazer aquelas críticas longas logo de cara, eu acabo contando quase o filme inteiro e me empolgo na hora de demonstrar meu ponto de vista, vou falar o necessário sobre os filmes que eu indico, e, mais pra frente, fazer uma crítica mais detalhada.Angelina Jolie vive a personagem Christine, mãe solteira que ao voltar para casa do trabalho dá conta do desaparecimento de seu filho. Depois das 24 horas de espera exigidas pelo departamento de policia de los angeles, o caso mobiliza as autoridades, a imprensa e, inclusive, o reverendo Gustav Briegleb (interpretado por John Malkovich). Depois de semanas a polícia aparece com uma criança e Christine pensa que o sofrimento finalmente acabou, mas ao encontrar o menino ela se depara com uma dor ainda maior, o garoto não é seu filho, e aqueles que deveriam apoiá-la e ajudá-la lutam para que Christine acredite no contrário. A segurança de Los Angeles está um caos, a polícia não faz seu trabalho do modo que deve ser feito e isso reflete na insegurança da sociedade. Posterior a queda da bolsa e em meio a crise de 29 o mundo vive um intenso momento de desesperança; mas Christine não, ela decide lutar até o fim.
O filme segue e a atução do elenco, a trama e a própria história, baseada em fatos reais, nos faz compartilhar dos sentimentos de Christine; mas não é só isso que é compartilhado, para alguns críticos talvez o único ponto negativo tenha sido envolver outra trama intercalada, ou pelo menos envolve-lá mais tempo que o necessário. Eu não concordo, e só vou dizer um dos motivos, pra não lotar esse texto de spoilers, quase no final do filme Christine aposta que "aconteceu naquela noite" ganharia o oscar daquele ano, e acerta. Isso já é o suficiente, pelo menos na minha opinião, para entender todas as escolhas de Eastwood na adaptação dessa história para as telas.
Talvez o titulo seja o real ponto negativo; A troca é muito pouco perto do tamanho desse filme.
Marcadores: the changeling
Por Maria Confort


