quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária!
Laocoonte constrangido pelas serpentes.
Ugolino e os filhos esfaimados.
Evocava também o seco nordeste, carnaubais, catingas...
Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.
Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,
Quebrou os beirais do casario fronteiro,
Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,
Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro ho-
[ras privou a cidade de iluminação e energia:
- Era belo, áspero, intratável.
Manuel Bandeira, O cacto
Deixo o manuca tomando conta do meu blog e vou viajar, beeeeeeijos
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Por Maria Confort
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Já joguei isso, apostei até o que não era meu, e perdi.
Por Maria Confort

