quarta-feira, 29 de abril de 2009

POR DEUS! O que acontece com o antigo HTML fácil e legal que a gente editava no bloco de notas? - ainda falam assim? tô tão por fora que não sei nem isso, se eu falar merda me batam. Eu já tentei aderir ao wordpress, já tentei, tentei...Tentei tantas vezes que eu fico tonta só de lembrar a quantidade de voltas que eu dei tentando entender aquela porcaria. DESISTI. E CSS gente, como assim?! Não é a mesma coisa? Eu não sei mais naaaaaada disso. Quando minha mãe diz "é, essas tecnologias estão avançando descontroladamente, daqui a pouco você não vai lembrar nem o que era moda semana passada nesse teu mundinho virtual" ela tava falando BEM sério, eu sabia que não deveria ter me revoltado e largado tudo isso, i know it! Na minha época de blogueira ativa era tudo muito mais fácil (?), a gente abria o real time html editor e era feliz (segredo: faço isso até hoje)! Eu parei no tempo! Pelo menos tô me sentindo assim, tipo a mãe daquele pedaço de mal caminho (minha opinião, posso?) em Adeus, Lenin. Com a diferença que não tem ninguém aqui pra fingir que tá tudo normal, que acabou o regime que eu tava acostumada e que agora o wordpress tá no poder!! Gente, como assim?! Tô sentindo que derrubaram o muro de berlim e eu tô totalmente nostálgica a respeito daquela burocracia toda que existia antes...Alguém me ajuda?! É preciso brincar com wordpress agora pra ser uma blogueira de respeito? comofaaaaaaaaaazzzz
Marcadores: wordpress blog socorro html
Por Maria Confort
Tá. Eu menti. "Eu volto depois" e não voltei...Agora já perdeu o contexto e eu não vou continuar o assunto (mentira, não vou continuar por que 1) estou com preguiça 2) tenho outro assunto a tratar 3) estou com MUITA preguiça).
Seguindo meu ritual de todas as manhãs, eu entrei no último vagão do trem do metrô na plataforma minha de cada dia. Comentário pessoal, não importa em qual escada rolante eu tenha descido/subido, não importa o quão vazia esteja a estação, não importa se o último vagão vai parar lá na casa do chapeu de distância da onde eu estou, eu sempre vou até lá. Acredito que as minhas amigas deia e camila sejam culpadas por esse TOC massacrante e inutil (Ok não tão inútil, afinal é um bom exercicio para as pernas) mas isso é assunto para a próxima tele-aula...Voltando ao foco, estava eu lendo o livro que eu roubei do meu pai (outro hábito: roubar livros do meu pai), tranquila como um zumbi com insônia, quando esbarrei em um senhor de uns setenta anos saindo do vagão, eu pedi desculpas, ajudei ele a descer e não cair no buraco (eu tenho muito medo daqueles buracos!!). Ele sorriu, eu sorri e mesmo sem dentes (ele, não eu) eu achei o senhorzinho muito simpático e educado, feio, mas muito simpático. Ele ficou na estação e eu entrei no vagão, sentei a favor do movimento do metrô (que fique claro: se eu sento de costas eu passo mal e tenho que me segurar para não vomitar no sapato de quem estiver ao lado) e continuei lendo meu livro na santa paz da matina, o trem foi enchendo e eu senti que sentou alguém do meu lado, tá, até aí normal né, as pessoas costumam se sentar no metrô, ainda mais num lugar onde não existe risco (e se existir é bem pouco) de ter o café da manhã voltando para a faringe.
Sabe aquela sensação de ter alguém te olhando? Do tipo que você tem depois de ver um filme de terror e ficar se borrando no quarto a madrugada inteira, com medo de levantar pra fazer xixi pq você acha que a sombra da jaqueta no cabideiro é um allien de sinais com seus dois metros de altura e um físico invejável? Então, você pensa que o cabideiro tá te olhando e esperando a hora certa pra atacar. Foi o que eu senti sentada no banco a favor do movimento do metrô. Disfarçadamente eu olhei para a janela do trem (até hoje eu acho totalmente desnecessario ver as paredes passando. Pode ser útil para evitar claustrofobia, mas hei, e a democracia? Os claustrofobicos não surtam, mas e quem tem labirintite como faz?) para ver se o sujeito do meu lado tinha alguma semelhança com um ET.
Não parecia um ET, então eu nem dei bola no começo, ajeitei meu cabelo e namorei meu reflexo por um tempinho. Daí eu me toquei, era o mesmo senhorzinho que eu tinha ajudado a sair do vagão no começo, antes do meu devaneio sobre vômitos no submundo!! Eu não mexi a cabeça, fiquei olhando paralizada para o meu rosto azumbizado matinal, depois de perceber que ele também tava olhando a mesma coisa eu tentei entrar na mente do motorista (motorista de metrô?! ahm...) em uma espécie de viagem astral sem cama, travesseiro e o principal, ahm, sono. Tentei fazer com que ele desse um jeito naquele ritmo lerdo do trem, achei que no meu momento de desespero a minha energia fosse vagar por outro plano e fazer o motorista entender o meu estado de choque. Preciso falar que dois minutos depois eu me senti uma idiota?
Pelo amor de Deus né, eu tava surtando pq tinha um senhor de 70 anos sentado do meu lado e olhando para o mesmo lugar que eu, qual o problema nisso? Eu nem sabia se o cara realmente era o mesmo senhor de antes. E se fosse, isso queria dizer que eu ia ser brutalmente assassinada no metrô e atrapalhar o movimento dos trabalhadores paulistas? O velhinho poderia ter se perdido, descido na estação errada, ou foi simplesmente buscar alguma coisa com alguém na estação que eu estava e depois resolveu voltar pra casa, eu não tinha nada a ver com a vida dele.
Depois de pensar tudo isso, ainda olhando minhas olheiras no reflexo da janela, eu me toquei que ele também não havia se mexido. Daí entrei em choque de novo, tipo: "Pqp, quais são as chances dele voltar pro mesmo vagão, uns dez minutos depois de ter descido em uma estação? Como ele faria isso? É o chuck norris, magaiver, harry potter? Mesmo se ele tivesse deixado alguma coisa com alguém pra depois voltar pelo mesmo caminho, ele ia ter que ser muito rápido pra pular de volta pro MESMO vagão (imagem agora o velhinho de 70 anos literalmente pulando de volta...Eu juro que ele era mais assustador do que vocês tão pensando, parecia um daqueles japoneses velhos de filmes de terror japoneses com atores japoneses e crianças japonesas saindo de poços e de escadas de incendio). Era impossível. Primeiro por que ele não parece com o harry potter, tá mais pra dumbledore e o dubledore morreu (triste), segundo por que eu vi a porta do trem fechando, eu vi e não to louca!", terceiro porque, bem, eu gosto de coisas estranhas. Quando eu era pequena eu vivia inventando histórias sobre tampas de vasos sanitários batendo sozinhas, mapas do tesouro escondidos no canteiro do prédio, luzes voadoras (luzes voam né? Ok) dançando no telhado da casa do lado, vizinhas loucas rodando um gato pelo rabo e jogando sobre os postes elétricos da rua...Não, eu não era mentirosa, eu só tinha uma imaginação muito fértil, e muitas dessas histórias realmente eram verdadeiras! Eu juro que a tampa da privada do banheiro das meninas aqui do prédio batia sozinha de vez em quando. Mas então, voltando ao meu pensamento..."E se ele não estiver sentado aqui e eu tô imaginando? Não, não tem como, se ele não estivesse sentado aqui outra pessoa estaria, o metrô tá lotadão e são 7h da manhã", depois de filosofar (eu juro que demorei menos tempo pensando tudo isso do que você tá levando pra ler) eu tive coragem e resolvi encarar o senhor, como modelo de passarela fotografando no final do desfile eu virei o rosto com tudo pra dar de cada com o japones de filme de terror (mesmo não sendo japones), e quando eu virei era outro cara, não era o senhor que eu tinha esbarrado no começo!! Eu dei um sorriso amarelo e olhei pra frente, encarei o botão da blusa da mulher gravida quase tapando o meu nariz, e levantei pra ela sentar, fiquei de pé e entre o suvaco do cara do meu lado, e o cotovelo da gordinha atrás de mim eu pensei "não tô louca, não to louca, não tô". Olhei de novo pra janela e tava ali o senhorzinho freak, sentado no MESMO lugar! Olhando pra janela também, olhando pra mim, debochando de mim! Tipo "ha-ha-ha, troxa"! What the fuck!? Comecei a ficar irritada, me achar cega e louca, e sentir uma grande vontade de perguntar pro moço do suvaco se ele tava vendo um senhor de idade no reflexo da janela, mas não é o tipo de dialogo que qualquer pessoa gostaria de ter às sete da manhã em um vagão lotado. Ainda mais se essa pessoa for eu e não gostar de manter dialogo algum às sete da manhã em um vagão lotado.
"Calma Maria, pelo amor né, você deve tá imaginando coisa. Ficou com o velho simpático na cabeça, achou o senhor parecido e pensou que fosse, daí depois que viu que não era, ficou ainda mais com o velho pentelhando sua cabeça que tá vendo coisa outra vez. Aí! Tá vendo! Você acabou de olhar pro banco e realmente não é ele! É um outro senhor simpático e nem tão freak quanto", finalmente chegou na estação que eu ia descer, me espremi entre as pessoas e saí do trem, quando eu tava chegando no ponto de ônibus do lado da estação eu senti alguém pegando no meu braço e me dando um livro, eu olhei pro livro, peguei e quando fui agradecer eu vi que era o senhorzinho freak! O mesmo do começo! Me devolvendo o livro! O leite derramado do chico buarque que eu roubei do meu pai! O meu pai que tá acostumado a ter livros roubados por mim! O livro do meu pai tava na mão do senhorzinho freak do filme japones e eu tava com o queixo no chão, branca que nem papel mache de programa matinal! Agradeci, virei as costas, apertei o passo e subi no ônibus.
Se isso aconteceu mesmo? Não. Mas poderia ter acontecido...Eu realmente esbarrei no velhinho freak quando eu tava entrando no metrô, achei que a história ia ficar muito sem graça se eu só contasse isso, então eu inventei o resto pra vocês sentirem o drama que é viajar de metrô as sete da manhã e sentir que o tempo absolutamente NÃO passa. Parece que a gente vai ficar o dia inteiro naquele banco duro, e não tem livro bom que nos distraia quando alguém espalha o cheiro da axilia por todo o vagão. Não tenho a menor idéia da utilidade disso que eu acabei de escrever, só achei legalzinho porque eu gosto de velhos freaks de terror japones.
Vou descer na academiaaa gentem.
Tomem cuidado com o metrô de manhã cedo, não que um velho freak vá te sequestrar e doar seus orgãos para o mercado clandestino, mas nem todo mundo é honesto a ponto de te devolver um livro esquecido no metrô! Ainda mais se for o sucesso cult do momento, dica.
Marcadores: leite derramado metrô são paulo chico buarque
Por Maria Confort
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Oii oi! :)
eu tenho um péssimo habito: abandonar as coisas pela metade. Juro, é mais forte que eu! E não é proposital. Eu abandonei o inglês, abandonei a natação, abandonei o curso de fotografia antes de começar, abandonei a academia, abandonei as pseudo aulas de violão que meu pai tentou me dar (no primeiro dia), abandonei minha nutricionista, abandonei até minha agenda. Eu não tenho paciência pra ir com uma coisa até o final, really! E eu juro que tento o máximo para não fazer isso (mentira, nem tento...). Sou muito impulsiva, no momento que eu tô fazendo eu fico as mil maravilhas, passa um tempo eu enjoo...Totalmente! Vou lá e faço outra coisa. Odeio cair na rotina, odeio quando a coisa fica certinha demais, odeio de um jeito que, argt, odeio!! Para não perder o habito então, eu vou largar essa minha explicação sobre largar habitos e entrar no assunto principal do dia de hoje (q?): Meu fim de semana ! Yey!
Bom, a sexta feira eu nem quero me prolongar comentando, porque foi um dia none. Sabem o que são dias none? Bom, eu vou explicar, nunca ouvi ninguém falando sobre eles, não pelo menos nesses termos, então eu acho que eu inventei (se foi você quem inventou, por favor entre no meu orkut, me mande um scrap GRITANDO por direitos autorais, eu juro que os darei ao devido dono, assim que receber as devidas provas claro! Registrado em cartório, se possível).
Você já foi se deitar depois de um loooooongo dia, e ao colocar a cabeça no travesseiro demorou MUITO pra dormir? Mesmo estando cansado e com dor no corpo, você pegou o controle da televisão, e a ligou depois de uma meia hora da tentativa falida de, ahm, dormir. Daí você passou por todos os canais, viu do leilão de suinos no canal do boi às curtas do canal brasil, e depois de rodar pelos trocentos canais da tv a cabo (ou pelos 19, 20 da tv comum) umas dez vezes, resolveu deixar ligado num canal de música ou naqueles programas da rede tv nas madrugadas, com jogos interativos por telefone, só pq na sua cabeça você teria mais sono ouvindo algum clássico dos anos sessenta ou uma mulher chata falando incansavelmente na rede tv sobre o jogo da velha dos 15 mil reais. ENFIM! Sem mais devaneios, voltando ao foco: você tenta dormir de novo, e depois de muita luta consegue. Parabéns! Muitas vezes isso é um sinal de dia none. Não entendeu? Eu nem terminei de explicar mesmo...Então, vamos lá: Seu dia foi legal, você até que fez bastante coisa...Estudou de manhã, leu algum pedaço de um livro, fuçou seu orkut, postou no fotolog, assistiu tv, conversou com alguns amigos, correu na esteira, comeu um salgado gostoso na padaria, deu umas risadas e achou que tava tudo firmeza. E poderia até estar, but...Seu dia não teve um fato importante, uma tag legal, uma palavra ou uma frase chave, tipo: conheci um palhaço russo. Vai dizer, você não conhece um palhaço russo todos os dias! Então, foi um dia none. Um dia igual a toooodos os outros dias, mas não me venham com contradições e querendo desbancar meu comentário com pensamentos prontros! Please! Que fique claro que é um termo que euzinha inventei, e euzinha não tenho capacidade alguma para inserir termos novos na nossa querida lingua portuguesa (tô no clima de lingua, tive prova de lingua e sociedade hoje então, por favor, não me venham fazer biquinho e falar de saussure!!), então eu uso meu termo apenas no meu circulo de amigos, e peço para eles sempre com muito carinho, a mesma coisa: Não questionem. Não estou querendo uma discussão sobre meu neologismo, não quero gerar debates e terminar na dialética do hegel, eu só quero uma expressão que resuma um dia comum.
Então, sexta feira foi um dia none. Sem nada demais! Apenas o comum, café da manhã, faculdade, croissant na toca (Toca, a melhor lanchonete do mundo! Se a sua faculdade não tem a toca - e provavelmente ela não tem - vocês não sabem o que estão perdendo), almoço, estudo (ahm?), esteira, abdominais, banho, janta, cheesecake, dormir.
Agora meu sábado sim foi um dia que se pode chamar de dia! Eu peguei um outro péssimo habito (alias, habitos se pegam? *pesquisar*): acordar cedo sem motivo. É colegas, as oito horas da manhã em pleno sabado eu já estou de pé, tomando meu capuccino e assistindo band news (ê vida). Mas isso tem um lado positivo, vamos concordar que na hora de acordar cedo mesmo eu nem sofro tanto...
Acordei, fiz as unhas e depoisumas amigas vieram fazer um trabalhinho de política aqui em casa. Saiu tudo, até brigadeiro, menos o trabalho! Depois a gente foi num karaoke bar, lá na vila olimpia e elas me arrastaram para o palco quatro vezes! Não, eu não me importei, até pq na real fui eu que arrastei elas...mas foi TÃO divertido! A mary, uma amiga nossa super fofa e super linda e super fashion e super hiperativa e super pigméia maquiou todas nós. Sim, ela fez curso de maquiagem e trabalha para a boticario, fazendo videos-tutoriais sobre maquiagens do dia a dia e para ocasiões especiais (fazendo uma publicidade bááásica) e ela manda MUITO bem naquilo que faz, garanto! Até minha mãe se apaixonou, hihi.
Mas então, o bar chama opereta, para quem não conhece é uma boa dica de um programinha diferente daquilo que as pessoas estão acostumadas a fazer na vila olimpia, o bar é bem legal! E nem é tão caro! Tem vários tipos de bebida, porções muito gostosas de batatinhas, bolinho de camarão, além do ambiente ser super gostoso. Eu procurei o endereço do site do bar e não achei aqui, acho que tá fora do ar...Mas se informem! Aos interessados e aos não interessados também, tem o selo de garantia da maria :)
Por falar nisso, eu vou puxar um pouco o papo (um pouco?!) e falar sobre as meninas *_* eu conheci as três garotas que foram comigo no opereta durante as primeiras semanas de aula na faculdade (entrei esse ano em jornalismo na puc, e estou adorando por sinal), e fiquei boba de ver como esse mundo é pequeno! Eu tava com medo, confesso. Achei que não fosse encontrar gente tãoo parecida comigo lá! Achei que a maioria teria aquele ar blasé do tipo "te desprezo", ou seriam ativistas de esquerda, pequenos Chico mendes e Che guevaras (não que isso seja uma coisa ruim)...Mas seriam radicais demais, sabe?! E eu não sou assim. Tenho minhas opiniões, meu ponto de vista para encarar o mundo (apesar de preferir não encarar o mundo com uma espécie de pré visão já definida). Não sou uma alienada insuportável, muito pelo contrário, é justamente por conhecer inumeras correntes de pensamento que eu prefiro não me prender a uma só. E eu conheci três meninas iguais a mim, não totalmente clones, mas cada uma tem um pouco da outra, e isso é ainda melhor.
Ou seja, se assistir aulas com elas já é divertidissimo, imagine sair com as três? Awesome!
Agora parando um pouco de puxar o saquinho delas, vou pular o assunto para o domingo: mãe, shopping, cartão de crédito e tempo livre. Resultado? Ajudamos a roda do capitalismo a continuar girando, oras! Lula devia nos agradecer. Se Evo morales teve uma greve de fome de cinco dias, pq cargas d'agua minha promessa de ser menos consumista deveria durar mais de um mês? Ok, eu juro que não sou fútil desse jeito, mas pelo menos a hipocrisia passa longe de mim :)
Eu amo sair com os meus pais, e não é por causa do cartão de crédito deles. Dona Maria Angélica e senhor Antonio Sérgio (apesar dos adjetivos, eles são novinhos, I sear) são as duas pessoas mais maravilhosas que eu convivo nesse mundinho de meu Deus, não porque eles são meus pais, mas porque eles são eles.
Mas falando em mundinho de meu Deus, hoje eu fui na paulista com aquelas meninas, depois de almoçar eu fui ajudar a mary a fazer umas entrevistas para um trabalho da facul, ela entrevistou uns hippies que vendem brinquinhos e pulseiras artesanais na região da paulista mesmo (se você já foi na paulista, provavelmente já se esbarrou em vários). E gente! Eu já tô amando - ainda mais - a minha futura profissão! Como é lindo conhecer gente! Ficamos horas e horas conversando com eles, ouvimos dezenas de histórias, pensamentos...Logo nos primeiros minutos a mary desencanou de ficar anotando e a gente só ficou escutando e conversando. Eu já tinha jogado conversa fora (péssimo termo para empregar a esse contexto, se teve uma coisa que a gente não fez com aquela conversa, foi jogar fora) com alguns hippies, na frente da faculdade ou nos arredores da augusta, mas nunca tinha passado tanto tempo, e conhecido pessoas tão geniais em seu modo de encarar o mundo.
Aprendi tanto hoje que voltei pra casa até mais leve! Eles falaram sobre o passado deles, e mais que demonstrar as coisas com palavras, tudo aquilo carregado dentro, foi transmitido para fora através de olhares, gestos, e frases que significaram muito mais do que eu acho que foi a intenção. Peguei dicas incriveis de livros para ler, de culturas para estudar melhor, de referencias pra vida inteira mesmo...
Queria ter levado a minha máquina, mas ia ser tão superficial postar uma foto deles aqui. São aquele tipo de gente que você precisa ouvir, sentir, olhar nos olhos, ler os gestos para entender pelo menos 1/4 daquilo que elas são.
Uma hora apareceu um religioso entregando panfletos de salvação de almas e disse para um dos homens: você ainda tem salvação meu filho. Eu pensei "pronto! Vai rolar uma puxação de dreads aqui, esse hippie vai dar com o bong na cabeça do crente", e sabe quando você se surpreende? Ele deu um banho de cultura no pobrezinho do religioso engravatado que tava parado na frente dele. Não foi grosso, não foi mal educado, não quis aparentar superioridade, apenas expôs suas idéias de forma educada e deixou o cara sem palavras. Alias, não só o cara né, eu também fiquei de boca aberta.
Ai já tô me prolongando demais! Vou jantar, arrumar umas coisas aqui e depois eu edito o post com o nome de alguns livros que eu fiquei interessadissima em ler.
Beijinhos! :*
Marcadores: dia none hippies paulista karaoke amigas faculdade
Por Maria Confort

